Cientistas descobriram uma série de pistas sobre como mutações genéticas levam a formas graves de autismo, abrindo caminho para testar medicamentos que poderiam tratar a condição, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (27).

Os pesquisadores mapearam como as mutações alteram a maneira como as proteínas interagem nas células, modificando o desenvolvimento do cérebro.

"Isso equivale a mapear territórios desconhecidos, o que é realmente necessário para fazer a biologia avançar", disse Dan Geschwind, neurogeneticista da UCLA que não participou do estudo.

Pesquisadores estudam o autismo há mais de 80 anos, mas foi apenas recentemente que conseguiram explorar sua biologia molecular. Um dos motivos para o progresso lento é que o autismo não é uma condição única, mas um amplo espectro de condições.

Pessoas com autismo podem apresentar dificuldades com a linguagem e na formação de vínculos sociais, além de exibir comportamentos restritos ou repetitivos. Embora muitas crianças com diagnóstico de autismo possam crescer e levar uma vida adulta independente, outras podem não desenvolver a fala, apresentar deficiência intelectual e necessitar de cuidados em tempo integral.