Cientistas da Universidade Columbia editaram o DNA de embriões humanos em estágio inicial com uma precisão sem precedentes, o que pode abrir caminho para bebês projetados com características específicas.
A perspectiva tem alimentado controvérsias há anos. Por um lado, a tecnologia pode um dia permitir que pais reparem com segurança mutações causadoras de doenças em embriões. Por outro lado, ela também pode ser usada para selecionar características desejadas —uma prática que alguns especialistas em ética argumentam ser eugenia.
Dieter Egli, geneticista da Universidade Columbia que liderou a pesquisa, pediu um debate público sobre os prós e contras de alterar o DNA embrionário. "Como cientista, você pode fornecer os dados para discussão, mas essencialmente é aí que você para e deixa os outros assumirem."
Com uma tecnologia mais recente chamada edição de bases, Egli e seus colegas conseguiram substituir meticulosamente letras genéticas individuais em sequências de DNA sem causar os danos frequentemente observados com uma forma anterior de edição genética, o Crispr.
Egli alertou que a pesquisa deixou sem resposta muitas questões sobre efeitos colaterais prejudiciais. "Não estamos dizendo que isso será usado amanhã nas clínicas."










