informação foi divulgada no momento em que autoridades de organizações de ajuda manifestaram preocupação com o risco de novas inundações 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Agentes da Polícia Armada do Povo Chinês retiram detritos perto do porto de Gyirong após um deslizamento de terra, no condado de Gyirong, em Shigatse, na Região Autônoma do Tibete, China, em 28 de agosto de 2026 — Foto: China Daily via REUTERS Estima-se que mais de 90 mil pessoas tenham sido diretamente afetadas pela avalanche de lama no Himalaia e precisem urgentemente de assistência humanitária, informou a Cruz Vermelha nesta sexta-feira. A informação foi divulgada no momento em que autoridades de organizações de ajuda manifestaram preocupação com o risco de novas inundações. “Acreditamos que pelo menos 93 mil pessoas tenham sido afetadas e estejam em grande necessidade”, afirmou David Fisher, chefe da delegação da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Nepal, durante entrevista coletiva em Genebra. “Estamos, é claro, muito preocupados com uma inundação secundária”, acrescentou. Fisher afirmou que caminhões da organização carregados com suprimentos de emergência ficaram bloqueados depois que um lago formado pelo deslizamento transbordou, interrompendo temporariamente as operações de resgate. Kamal Kishore, chefe do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres, alertou para outros “riscos em cascata que podem surgir”. “De certa forma, o desastre ainda não terminou completamente. Em alguns aspectos, ele ainda está em curso”, afirmou. Moradores e outras pessoas observam estruturas danificadas após as inundações repentinas na região de Devighat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, na sexta-feira, 28 de agosto de 2026 — Foto: AP Photo/Rajesh Kumar Singh O porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tarik Jasarevic, disse na mesma entrevista coletiva que seis unidades de saúde foram danificadas pelo deslizamento e que oito profissionais de saúde estavam desaparecidos. “Após um desastre dessa magnitude, o deslocamento de pessoas, a superlotação e a interrupção dos serviços de água, saneamento e saúde podem aumentar o risco de doenças infecciosas, incluindo diarreia e doenças respiratórias”, declarou.