Comum na China, controle da informação fica mais evidente do que no Tibete, que está sob controle chinês desde a década de 1950 e onde os apelos por maior autonomia se transformaram em protestos 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete; controle de informação do governo chinês pode dificultar resgates na região. — Foto: AFP Enquanto jornalistas no Nepal coletam depoimentos de testemunhas oculares e informações atualizadas sobre a enchente mortal que arrasou aldeias inteiras na quarta-feira, o cenário do outro lado da fronteira, na China, não poderia ser mais diferente. Até esta quinta-feira, vídeos gravados e publicados na internet por moradores locais — incluindo um clipe amplamente divulgado de um deslizamento de terra que engolfou um posto de fronteira no condado de Gyirong, no Tibete chinês — foram censurados nas plataformas de redes sociais chinesas. Mais de 500 pessoas estavam desaparecidas em Gyirong, com três mortes confirmadas no condado, que tem cerca de 2.000 habitantes. As autoridades não forneceram detalhes sobre quais aldeias e povoados da região, que é majoritariamente rural, foram afetados. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete Em vez disso, a cobertura que veio dos meios de comunicação estatais se concentrou principalmente nos esforços de resgate. O governo enviou membros das Forças Armadas chinesas e outros profissionais de emergência para a região, segundo informam os veículos de comunicação, além de drones e helicópteros. O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, destacou nesta quinta-feira uma matéria sobre a ordem do líder chinês, Xi Jinping, para que fossem envidados todos os esforços possíveis para ajudar as vítimas em Gyirong. ‘Meus familiares foram levados diante dos meus olhos’: Vítimas de inundação no Nepal narram desastre A censura e o controle rígido da informação são comuns em toda a China, mas em nenhum lugar isso fica mais evidente do que no Tibete, que está sob controle chinês desde a década de 1950 e onde os apelos por maior autonomia se transformaram em protestos. Não é permitida a entrada de jornalistas estrangeiros, exceto em visitas organizadas pelo governo e rigidamente controladas. Autoridades do Tibete reforçaram as restrições aos monges e monjas tibetanos e ampliaram a presença policial para impedir novos protestos. Os moradores da região podem ser detidos ou presos por falarem com jornalistas ou publicarem qualquer conteúdo na internet que seja considerado contrário à narrativa do governo, segundo ativistas de direitos humanos. O resultado, segundo Ryan Fioresi, diretor executivo da Campanha Internacional pelo Tibete, é uma situação em que “apenas o governo chinês controla o fluxo de informações”. Em uma situação de desastre, isso significa que os moradores locais, com medo de punições, não estão postando informações sobre onde há pessoas presas ou onde os danos são mais graves. — Se as pessoas tiverem medo de compartilhar essas informações, ou se suas postagens forem removidas, informações potencialmente úteis podem não chegar às famílias, às equipes de socorro ou ao público em geral — disse ele.
China censura informações sobre inundações fatais no Tibete, com potencial impacto nos esforços de resgate
Comum na China, controle da informação fica mais evidente do que no Tibete, que está sob controle chinês desde a década de 1950 e onde os apelos por maior autonomia se transformaram em protestos













