Julie Frumin, terapeuta familiar no sul da Califórnia, acordou na quarta-feira (26) com uma mensagem animada da sogra. A Meta havia concordado em pagar US$ 17,1 bilhões (R$ 88,3 bilhões) e fazer mudanças significativas para encerrar ações que acusavam seus produtos de serem viciantes e de colocar crianças em risco.
Frumin ficou empolgada e contou rapidamente aos filhos, Ryan, 12, e Elyse, 9. A família começou a conversar sobre o assunto durante o café da manhã. As crianças imediatamente se fixaram no que lhes pareceu um número enorme, US$ 17,1 bilhões (R$ 88,3 bilhões), e o filho perguntou: "Quanto dinheiro eles têm?"
Frumin disse que respondeu: "Não sei, mas isso não é tanto para eles."
A conversa resume a maneira como alguns pais estão reagindo ao acordo com a Meta: à primeira vista, ele parece representar um avanço enorme, mas, após uma reflexão mais cuidadosa, suscita muitas dúvidas e a percepção de que é preciso fazer mais para proteger os jovens.
"Precisamos de legislação", disse Frumin. Em seu consultório, ela afirma ter visto jovens desenvolverem o que descreve como "vício" em aparelhos eletrônicos. "Precisamos que esses produtos sejam seguros desde o projeto."












