Limite de uso diário das redes sociais para jovens, verificação de idade obrigatória e um "modo escolar", sem notificações durante o horário de aulas: são algumas das mudanças que a big tech Meta se comprometeu a implantar nas plataformas da empresa nos EUA após um acordo firmado nesta quarta-feira (26) com estados e territórios americanos.
O acordo, que prevê ainda o pagamento de US$ 17,1 bilhões (R$ 88 bilhões) em multas, foi fechado no âmbito de um processo em que a empresa era acusada de violar a lei federal de privacidade infantil e leis estaduais de proteção ao consumidor, ao colocar crianças em risco com plataformas viciantes de redes.
Pela medida, a empresa não assume culpa. Em carta aberta, a Meta sugeriu que TikTok e YouTube adotem as mesmas regras e propôs um compromisso da indústria. A empresa ainda enfrenta ações na Justiça dos EUA, movidas por distritos escolares e pessoas físicas.
O Café da Manhã desta quinta-feira (27) explica o acordo bilionário fechado pela Meta, em entrevista com Rafael Zanatta, diretor da Data Privacy Brasil e pesquisador em filosofia e teoria do direito na USP. Ele analisa os impactos da decisão, trata dos mecanismos de vício em redes sociais e discute a proteção de crianças e adolescentes nessas plataformas.













