Brasil terá, nos próximos meses, o seu próprio teste de credibilidade fiscal e dificilmente contará com o mesmo grau de paciência que os países desenvolvidos vêm recebendo dos mercados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Secretário do Tesouro, Scott Bessent, em conversa com a imprensa na saída da Casa Branca — Foto: Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg A alta rápida dos juros de longo prazo em diversas economias neste ano dificilmente ocorreria sem provocar incômodo entre os formuladores de política. Com as principais economias desenvolvidas exibindo níveis de gasto público incompatíveis com suas receitas, começam a ganhar espaço no debate público soluções cada vez mais heterodoxas - do uso do caixa do governo americano no Federal Reserve (Fed) para ampliar as recompras de Treasuries à proposta de cancelar a dívida francesa detida pelo Banco Central Europeu (BCE). Essas iniciativas sugerem que há cada vez menos disposição política para aceitar a disciplina imposta pelos mercados de títulos. A era da repressão financeira pode, assim, estar começando.

Mais recente

Próxima

Por trás do ‘casadão’ do BC, uma saída mais forte de dólares

Conheça o Valor One. Acompanhe os mercados com nossas ferramentas