Jorge Furtado estava na faculdade de medicina quando entendeu que aquela profissão não fazia sentido para ele e resolveu estudar jornalismo e artes plásticas. Mas no meio desse novo caminho apareceu um filme: o Super-8 Deu Pra Ti Anos 70 (1981), de Giba Assis Brasil e Nelson Nadotti. Ao assisti-lo, Furtado descobriu que havia em Porto Alegre quem fizesse cinema. E pensou: se há quem faça, também quero fazer.
Depois disso, não levou muito tempo para que começasse a trabalhar na tevê educativa e fincasse os pés no audiovisual. Desde seu primeiro curta-metragem, O Temporal (1984), 42 anos se passaram.
De lá para cá, Furtado fundou, com amigos, a Casa de Cinema de Porto Alegre; fez, como roteirista, 40 adaptações literárias; trabalhou durante 35 anos consecutivos para a TV Globo; e ganhou muitos prêmios em festivais.
Em vários momentos da carreira, tentou fazer o público rir e, de preferência, ao mesmo tempo se emocionar. Mas fazia uns bons anos que não dirigia sozinho uma comédia para o cinema. Muito Prazer, em cartaz desde a quinta-feira 27, é seu retorno ao gênero.
Imagem: Fábio Rebelo







