“Eu acho que ela [justiça trabalhista] tem que se encaminhar para uma obsolescência e substituição. Não, eu não acabo com a Justiça. Eu acho que é um caminho, é um caminho natural. Acho que nenhum país desenvolvido no mundo trabalha com o modelo de trabalho que nós temos”, disse Renan. Em sabatina da CBN, do Valor Econômico e de O Globo, o candidato afirmou que o Brasil tem "a pior Justiça trabalhista do mundo" e disse que o país é o que mais registra ações trabalhistas. Renan volta a criticar fim da escala 6x1 Renan também voltou a se posicionar contra o fim da escala 6x1. Segundo o candidato, a redução da jornada com manutenção dos salários aumentaria os custos das empresas e poderia levar à mais informalidade e ao desemprego, especialmente em setores que empregam muita mão de obra, como comércio e serviços. Questionado se, caso eleito, mudaria a medida se ela fosse aprovada pelo Congresso, Renan respondeu que sim e defendeu uma nova reforma trabalhista. Para ele, o país precisa de um modelo de contratação alternativo à CLT e ao MEI, que permita ampliar a formalização e reduza os custos para empresas e trabalhadores. O candidato afirmou que a proposta, que ainda será detalhada por sua campanha, deve ter como princípios um limite para a jornada semanal, um período mínimo de descanso e o pagamento por hora trabalhada. Renan disse defender a manutenção do limite atual de 44 horas semanais. Candidato diz que era 'SUScético' até estudar Na saúde, Renan Santos diz que pretende apostar na tecnologia para ampliar a capacidade do SUS. Uma das referências citadas por ele é o DoctorSV, sistema adotado em El Salvador em parceria com o Google. A ideia é avançar na integração dos prontuários dos pacientes. A defesa do modelo representa uma mudança de posição do próprio candidato. “Eu acredito no modelo do SUS. Eu, como eu disse, eu era um SUScético até estudar”, afirmou. Durante a sabatina, ele contou que já enxergou com desconfiança a ideia de um sistema público, universal e centralizado: “Eu era um liberal que achava que, ah, sistema centralizado e universal, isso é a União Soviética. Eu era esse cara”. Santos afirma, no entanto, que o SUS ainda tem “gravíssimos problemas de acesso” e defende uma “hiperinformatização” do sistema, com uso de big data para melhorar, por exemplo, a distribuição de medicamentos e recursos. “Isso é uma revolução. A gente não pode ser inimigo de uma revolução”, disse.