A gestora americana Centaurus tem 60 dias para fazer uma OPA (oferta pública de aquisição de ações) para os acionistas da Oncoclínicas.

A definição foi dada após o colegiado da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), responsável por supervisionar o mercado, entender que a companhia estrangeira descumpriu uma regra do estatuto da rede de tratamento de câncer —chamada poison pill— que obriga aos novos investidores com mais de 15% das ações a realizarem uma oferta pelos papéis de outros acionistas. A regra é válida para quem chega após o IPO de 2021, quando a Oncoclínicas abriu o capital.

Os beneficiários serão aqueles acionistas habilitados até a véspera do leilão. O preço deve ser calculado com base no estatuto da companhia, que inclui o valor da ação no seu auge (R$ 16, corrigido pela inflação), além de um prêmio extra de 20%. Além disso, a CVM decidiu que ele deve ser atualizado pela taxa básica de juros, a Selic, hoje em 14% ao ano.

Além da Centaurus, a disputa envolve a Latache Capital e o banco Goldman Sachs, além de outros acionistas minoritários. Pessoas próximas à Latache esperam que o valor da OPA supere as estimativas de R$ 6 bilhões e atinja US$ 1,7 bilhão (R$ 8,7 bilhões).

Centro de Câncer Oncoclínicas, em Belo Horizonte - Renato Santos - 6.nov.23/Divulgação