Ao citar o candidato à Presidência e também Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente, e o senador Rogério Marinho, advogados afirmam que políticos tiveram acesso a dados sigilosos compartilhados com a CPMI do INSS 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Reprodução Instagram Fábio Lula O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que defende Flávio Luís da Silva, o Lulinha, enviou à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira (26) um pedido de investigação para apurar vazamentos de informações sigilosas das operações Sem Desconto e Compliance Zero. O pedido tem como alvo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), seu vice Alfredo Gaspar (PL) e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN). Além de Marco Aurélio, assina o pedido o advogado Reinaldo Santos de Almeida. Ambos são integrantes do coletivo de advogados e juristas Prerrogativas. Ao citar Flávio, Gaspar e Marinho, eles afirmam que os políticos tiveram acesso a dados sigilosos compartilhados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS. O argumento é que Flávio ganha eleitoralmente com os vazamentos, já que disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pai de Lulinha. Segundo o pedido, uma investigação da PF apontou a possibilidade de informações sigilosas terem sido vazadas a partir da CPMI do INSS. “O fato é que o eixo parlamentar que compôs a CPMI do INSS, e que ora figura no rol de noticiados, é beneficiário direto dos vazamentos seletivos na imprensa durante o calendário eleitoral, com funcionalização de apuração preliminar sob supervisão da Suprema Corte contra um dos pré-candidatos à presidência da República”, dizem os advogados em trecho da solicitação. Ainda de acordo com o pedido, o uso de material sigiloso “obtido em razão da função pública” e utilizado em contexto eleitoral configuraria abuso de poder político e uso indevido de veículos e meios de comunicação, práticas que podem ser punidas com a cassação e inelegibilidade. “A calibragem temporal das divulgações, concentradas no período que antecede o início da propaganda eleitoral e durante ela, é elemento indiciário dessa finalidade e deve ser objeto de exame próprio”, prosseguem. Os advogados pedem que uma cópia da investigação, se for feita, seja enviada ao Ministério Público Eleitoral. A solicitação ocorre em um momento de desconforto por parte do governo federal com vazamentos sobre investigações que apuram a suposta prática de tráfico de influência por parte de Lulinha. A divulgação de informações sigilosas também ampliou uma crise envolvendo a PF e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre apurações que miram o filho de Lula. Já há inquéritos abertos para apurar os vazamentos. Um é relatado por Mendonça, enquanto outro está sendo conduzido pelo ministro Flávio Dino. O Valor entrou em contato com as defesas de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar e com Rogério Marinho. Não houve manifestação até a publicação desta reportagem.
Defesa de Lulinha pede que PF investigue vazamento em apurações sobre INSS e Master e cita Flávio
Ao citar o candidato à Presidência e também Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente, e o senador Rogério Marinho, advogados afirmam que políticos tiveram acesso a dados sigilosos compartilhados com a CPMI do INSS











