A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de ordenar a abertura de uma investigação sobre os vazamentos de inquéritos envolvendo o empresário Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, recoloca o Judiciário e o Congresso no centro de uma complexa queda de braço institucional. Ao acolher uma solicitação apresentada pela defesa do filho do presidente da República.

O tema foi um dos destaques da edição de sexta-feira 21 do Direto da Redação, programa diário de CartaCapital, apresentado pelo editor Leonardo Miazzo e, desta vez, com comentários de Thaís Reis Oliveira e Rodrigo Martins. O programa também abordou as revelações exclusivas sobre a teia criminosa que envolve o governo do Maranhão, os desdobramentos financeiros do caso Dark Horse envolvendo o senador e candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro e o recente telefonema cordial entre os presidentes Lula e Donald Trump.

Mendonça cobra apuração e envia sinalização interna no STF

Ao delimitar que os alvos da apuração sobre o vazamento de diálogos privados de Lulinha devem ser exclusivamente os agentes públicos sob suspeição, e não os profissionais de imprensa, o ministro André Mendonça estabeleceu um contraste direto com procedimentos recentes adotados por outros integrantes da Corte. Na avaliação da bancada do programa, a decisão representa uma crítica velada às medidas do ministro Alexandre de Moraes e do ministro Flávio Dino no Maranhão. Naquela ocasião, Moraes determinou mandados de busca e apreensão contra informantes do jornalista Luís Pablo, que havia publicado denúncias sobre o uso irregular de veículos oficiais por familiares de Dino.