A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 oscilou de 13,675%, do ajuste de ontem, para 13,67% e a do DI de janeiro de 2031 ficou estável em 14,35% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juros futuros fecham perto dos ajustes com inflação dos EUA e deflação do IPCA-15 — Foto: RDNE/Pexels Os juros futuros se ajustaram próximos da estabilidade no pregão desta quarta-feira (26) em que os investidores reagiram a dados mais fortes de inflação nos Estados Unidos e à deflação maior que a esperada do IPCA-15 de agosto. A princípio, o mercado deu mais peso ao deflator do PCE americano, medida de inflação mais acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), o que acabou por pressionar as taxas domésticas, à medida que acompanhavam o movimento dos Treasuries. Nas últimas horas do pregão, porém, a pressão sobre a renda fixa local arrefeceu e os juros futuros passaram a rondar entre a estabilidade e leve alta. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 oscilou de 13,675%, do ajuste de ontem, para 13,67%; a do DI de janeiro de 2028 teve leve alta de 13,815% a 13,83%; a do DI de janeiro de 2029 subiu de 14,095% para 14,12%; e a do DI de janeiro de 2031 ficou estável em 14,35%. Na reta final do pregão em Nova York, a taxa da T-note de dez anos subia de 4,634% a 4,651%, enquanto a da T-note de dois anos aumentava de 4,201% para 4,220%. No início do pregão, o forte recuo de 0,40% do IPCA-15 de agosto (maior que a expectativa de deflação de 0,31%) até motivou uma queima relevante de prêmios da curva a termo, e os juros futuros chegaram a cair perto de 10 pontos-base (0,1 ponto percentual). O movimento se esvaiu pouco depois, quando foram divulgados os números do PCE de julho, que apontou alta de 0,2% da inflação americana, na base mensal, e de 3,7%, em base anual, ambos os números 0,1 ponto percentual acima do esperado. Para Ivo Chermont, economista-chefe da Quantitas, os dados do deflator do PCE vieram praticamente em linha com o que o mercado projetava - especialmente nas medidas de núcleo - e não justificam a pressão vista na renda fixa americana, que contaminou as taxas brasileiras em boa parte do pregão. Já em relação ao IPCA-15, Chermont avalia que a prévia de agosto da inflação brasileira mostrou uma composição pior do que a forte deflação de 0,40% sugere, ainda que não dê para considerar o indicador como um todo ruim. “Serviços subjacentes subiram mais do que o esperado. Ainda que o ‘headline’ tenha sido melhor, [o desvio em relação à expectativa] ficou muito concentrado em poucos bens, como passagens aéreas, cigarros e alimentos. No qualitativo, não foi tão bom”, diz o economista. Essa leitura, inclusive, se reflete no mercado de opções digitais de Copom, segundo Chermont. Com o corte de 0,25 ponto percentual da Selic praticamente certo na próxima reunião do colegiado, em setembro, as apostas para a decisão de novembro se moveram hoje a favor de manutenção do juro básico, cuja probabilidade subiu de 38% a 43,5%, ao passo que a chance de outro corte de 0,25 ponto oscilou de 42% a 41,1%. Hoje, Chermont projeta apenas mais uma redução da Selic este ano, a 13,75%, mas pondera que cortes adicionais dependerão do resultado das eleições presidenciais de outubro e de seus impactos sobre os preços dos ativos e as expectativas de inflação de longo prazo. “A depender do resultado, se as coisas melhorarem barbaramente, vai abrindo espaço para o BC cortar.” Já em relação ao Fed, o executivo vê o BC americano tentando segurar ao máximo os juros na atual faixa de 3,50% a 3,75%, ao menos até dezembro, quando o Fomc terá um conjunto de dados maior para decidir se deve, ou não, apertar a política monetária. Nesse sentido, o PCE divulgado hoje “não muda a perspectiva para o Fed”, e o discurso do presidente do BC dos EUA, Kevin Warsh, durante o Simpósio de Jackson Hole, será um fator “muito mais relevante para mexer nas probabilidades” implícitas do mercado para as próximas reuniões do Fomc, conclui Chermont.
Juros futuros fecham perto dos ajustes com inflação dos EUA e deflação do IPCA-15
A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 oscilou de 13,675%, do ajuste de ontem, para 13,67% e a do DI de janeiro de 2031 ficou estável em 14,35%






