A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 caiu de 13,70%, do ajuste de ontem, para 13,675% e a do DI para janeiro de 2031 anotou queda de 14,42% a 14,35% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Juros futuros têm forte queda com apoio externo e expectativa para o IPCA-15 — Foto: River He/Pexels Os juros futuros encerraram o pregão desta terça-feira (25) em forte queda, ampliando o movimento na reta final do pregão, à medida que os investidores se posicionavam para o IPCA-15 de agosto, que será divulgado amanhã e deve mostrar deflação neste mês. O principal catalisador para os negócios, contudo, veio do exterior, diante dos recuos intensos do petróleo e das taxas dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), que responderam a sinais mais construtivos acerca das negociações para um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã. Com isso, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 caiu de 13,70%, do ajuste de ontem, para 13,675%; a do DI de janeiro de 2028 recuou de 13,885% a 13,815%; a do DI de janeiro de 2029 teve forte baixa de 14,175% para 14,095% e a do DI de janeiro de 2031 anotou queda de 14,42% a 14,35%. Em Nova York, as taxas dos Treasuries operavam perto das mínimas na reta final do pregão. A taxa da T-note de dez anos baixava de 4,701% a 4,626%, ao passo que a do T-bond de 30 anos anotava queda de 5,228% para 5,162%. Desde o começo do pregão, as taxas domésticas seguiram a dinâmica externa de queima de prêmios de risco em meio ao forte recuo do petróleo, que voltou a operar abaixo da marca de US$ 90 por barril. No fim da tarde, o contrato futuro mais líquido do Brent (referência global da commodity energética) já baixava a US$ 87 por barril diante de um otimismo maior dos investidores acerca da possibilidade do Estreito de Ormuz ser reaberto. Um dia depois dos EUA apertarem as sanções econômicas contra o Irã, uma autoridade do Paquistão afirmou que fez progresso significativo nas tratativas com o regime de Teerã. Além disso, a notícia de que Washington enviará de volta diplomatas americanos às Embaixadas do país no Oriente Médio ajudou a distensionar as pressões ligadas à guerra na região. “Embora o cenário geopolítico continue sendo uma importante fonte de risco e incerteza para os investidores de renda fixa, parece que o diálogo diplomático contínuo tem ajudado a conter os preços de energia, apesar das novas sanções dos EUA contra o Irã e da ausência de um acordo de paz permanente no Oriente Médio”, escrevem Vail Hartman, Delaney Choi e Ian Lyngen, analistas de renda fixa do BMO Capital Markets. A busca por maior exposição ao risco desencadeada pelo exterior se intensificou na reta final do pregão no mercado local. Segundo participantes do mercado, o movimento aconteceu sob a expectativa de mais um dado de inflação fraco com a divulgação do IPCA-15 de agosto amanhã de manhã. Segundo a mediana de projeções ouvidos pelo Valor Data, a prévia da inflação brasileira deve mostrar uma deflação de 0,31% neste mês. O bom desempenho da renda fixa doméstica superou até uma atuação bastante agressiva do Tesouro Nacional no leilão de NTN-Bs, os títulos da dívida pública atrelados à inflação, desta terça-feira. Ao todo, foram ofertados 1,65 milhão de papéis que representaram o maior volume financeiro para um leilão da classe desde fevereiro deste ano - e o segundo maior de 2026. O lote superou, inclusive, a oferta de 1,2 milhão de NTN-Bs da semana passada, quando o Tesouro aproveitou a demanda derivada de um vencimento recorde de títulos atrelados ao IPCA. Para um gestor de renda fixa consultado sob condição de anonimato, essa demanda ainda deve ter puxado parte dos volumes maiores do leilão de hoje. Mas, para além disso, é possível que o Tesouro esteja “se aproveitando das implícitas muito altas para voltar a colocar um pouco mais de NTN-B” no mercado, diz esta fonte. Recentemente, um alívio dos juros reais das NTN-Bs se somou à pressão sobre os juros futuros de médio e longo prazo, causando uma forte elevação das medidas de inflação implícita do mercado, o que têm se corrigido nos últimos pregões. Para Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, os lotes de NTN-Bs com vencimento em 2029 e 2033 (750 mil cada) surpreenderam, ao passo em que os 150 mil títulos ofertados para 2040 vieram dentro do esperado. O executivo avalia que, dada a reação praticamente nula dos juros futuros e das taxas reais, é possível dizer que o mercado de fato demandou os lotes grandes de NTN-Bs do leilão de hoje. “Parece que houve uma demanda final mesmo que foi apresentada ao Tesouro”, comenta.
Juros futuros têm forte queda com apoio externo e expectativa para o IPCA-15
A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 caiu de 13,70%, do ajuste de ontem, para 13,675% e a do DI para janeiro de 2031 anotou queda de 14,42% a 14,35%






