A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 13,785%, do ajuste da véspera, para 13,77% e a do DI de janeiro de 2031 anotou queda de 14,24% a 14,185% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Os juros futuros anotaram recuo moderado ao fim do pregão desta quarta-feira (5), dia de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve reduzir a Selic a 14% e deixar a porta aberta a novos ajustes. Com este cenário amplamente precificado, a renda fixa local se guiou, hoje, por uma nova rodada de redução de prêmios de risco no exterior e pela percepção de que as eleições presidenciais de outubro serão mais acirradas do que o mercado antecipava, ambos fatores que ajudaram as taxas a caírem. No entanto, a escolha do vice de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi mal recebida pelos agentes e afastou os juros futuros das mínimas intradiárias, levando-os a um movimento bastante contido ao término da sessão. Encerrados os negócios, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 13,785%, do ajuste da véspera, para 13,77%; a do DI de janeiro de 2028 teve baixa de 13,835% a 13,81%; a do DI de janeiro de 2029 cedeu de 14,035% para 14,015%; e a do DI de janeiro de 2031 anotou queda de 14,24% a 14,185%. Sinais de que os Estados Unidos e o Irã caminham para fechar um novo acordo de cessar-fogo no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz voltaram a gerar algum alívio nos mercados globais, o que se refletiu nos juros futuros domésticos. Além do ambiente global, o mercado operou de olho nas perspectivas para as eleições presidenciais de outubro. Após a pesquisa BTG/Nexus mostrar uma redução da vantagem de Lula sobre Flávio em cenários de primeiro e segundo turno na segunda-feira, hoje foi a vez do novo levantamento da Genial/Quaest corroborar a percepção de que o pleito pode ser mais acirrado do que boa parte do mercado acreditava. Em um primeiro turno hipotético, Lula acumula 39% das intenções de voto contra 30% de Flávio Bolsonaro, ao passo que num eventual segundo turno os percentuais são de 44% e 39%, respectivamente. Em relação à pesquisa anterior da Genial/Quaest, houve uma redução da vantagem de Lula de 12 para 9 pontos percentuais no primeiro turno, e de 8 para 5 pontos no segundo. Favoráveis a uma mudança na condução da política econômica, participantes do mercado receberam bem os números, o que deu fôlego aos ativos locais. No entanto, a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) para compor a chapa de Flávio como candidato a vice-presidente gerou certa aversão ao risco e os juros futuros se afastaram das mínimas intradiárias em todos os trechos da curva a termo. Segundo um participante do mercado, a leitura é de que a escolha de Gaspar isola a candidatura de Flávio, reduz sua exposição em canais tradicionais de campanha e não amplia seu eleitorado. “Houve muita decepção, o mercado não gostou”, diz um operador de renda fixa de um banco local. Segundo ele, a escolha “não ajuda em nada” e é “capaz de atrapalhar” a candidatura de Flávio. Agora, os investidores voltam a atenção para a decisão desta noite do Copom, que deve confirmar as expectativas dos agentes e reduzir a Selic de 14,25% para 14%. Segundo um profissional do mercado, a curva de juros precifica 24 pontos-base de queda da Selic hoje, além de 15 pontos-base de corte para a próxima reunião do colegiado, em setembro. Na avaliação desta fonte, essa precificação reduz ganhos potenciais no mercado de juros com base na decisão de hoje do Copom. “Mesmo com um cenário mais favorável, é difícil acreditar que o BC vai ser percebido como ‘dovish’ em relação ao que está precificado”, diz este participante do mercado, em condição de anonimato. Para ele, o Copom tem uma “boa oportunidade” de restaurar a sua credibilidade hoje ao cortar a Selic para 14% ao mesmo tempo em que sinaliza que este deve ser o último movimento do ciclo. “Ainda que eu considere este o movimento certo, não estou convencido de que é o cenário mais provável”, diz ele, ao notar que a comunicação recente dos membros do Copom indica que o comitê irá manter a opção de seguir cortando a Selic nos próximos meses. — Foto: RDNE/Pexels
Juros futuros têm leve queda antes do Copom, com foco no exterior e eleições
A taxa do DI com vencimento para janeiro de 2027 recuou de 13,785%, do ajuste da véspera, para 13,77% e a do DI de janeiro de 2031 anotou queda de 14,24% a 14,185%











