Em sabatina O GLOBO, CBN e Valor, candidato do PSD diz que medida será usada para 'pacificar' o país e afirma que STF não poderá contestá-la caso seja eleito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado em sabatina do GLOBO, CBN e Valor — Foto: Reprodução O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, durante sabatina promovida por O GLOBO, CBN e Valor, que pretende conceder anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro caso seja eleito e "encerrar a discussão" sobre o episódio. Ao defender a medida, o ex-governador de Goiás disse não saber se houve uma tentativa de golpe de Estado por “convivendo lá dentro”. Com qual candidato ao governo do Rio você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubraCom qual candidato a presidente você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubra — Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou. A partir dali, vou trabalhar, discutir saúde, investimento, indústria, terras raras — afirmou. Caiado disse que considera necessário “pacificar o país”. Para ele, o debate deveria ser o da segurança pública, saúde e desenvolvimento econômico. — O que essa discussão inútil está trazendo para o Brasil, que polariza o Brasil e ninguém discute segurança, que é o tema principal? [...] Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou — disse. Ao ser questionado sobre a existência de uma tentativa de golpe de Estado, Caiado se esquivou e, após insistência, afirmou não ter condições de dizer se houve uma articulação dessa natureza. — Eu não sei (se teve tentativa de golpe), eu não estava convivendo lá dentro — afirmou. De acordo com o candidato, um golpe de Estado pressupõe a participação das Forças Armadas. Na sequência, comparou o 8 de janeiro a episódios de invasão e depredação atribuídos ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). — Eu vejo golpe com Forças Armadas. Agora, baderna? Quando o MST entrou no plenário, quebrou o Ministério da Fazenda, distribuiu fazendas, isso também é atentado? Isso é questão de interpretação. É a versão dada ao fato — afirmou. Caiado também fez referência ao processo da Operação Lava-Jato e à anulação das condenações de Lula pelo Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar os casos. O candidato questionou o que considera uma diferença de tratamento entre os casos. — Vou ter que voltar na pauta da anistia do Lula. Ah, mas Lula não cumpriu pena, ele cometeu crime, mas o cara disse que a fonte não está certa, a coleta da prova não está certa. Mas ele roubou'. Que Justiça é essa no Brasil? — disse. Questionado sobre a possibilidade de o Supremo Tribunal Federal contestar uma eventual anistia aprovada por seu governo, Caiado afirmou que a Corte não teria essa prerrogativa diante do que chamou de “autoridade popular” conferida por sua eleição. Ele também disse que sua posição sobre o tema é pública e não foi escondida durante a campanha. — Não pode contestar. Faz parte do que eu estou falando. É plebiscitário. Minha eleição é plebiscitária. Não estou escondendo nada. STF não tem prerrogativa porque eu tenho autoridade popular de ter chegado e não ter omitido isso. Não é caixa-preta de campanha. Sou homem transparente — afirmou. Caiado foi o segundo a falar na série de sabatinas. A ciclo de entrevistas foi aberto nesta terça-feira por Romeu Zema (Novo). Na quinta-feira, será a vez de Renan Santos (Missão), e Augusto Cury (Avante) participa na sexta-feira. As entrevistas começam sempre às 10h30 e têm duração prevista de uma hora e meia. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) também foram convidados para as sabatinas, mas não confirmaram presença até o momento. Foram chamados os candidatos melhor colocados na pesquisa divulgada pela Quaest na semana passada, o primeiro levantamento contratado pela TV Globo e pelo GLOBO nesta corrida eleitoral. As entrevistas serão realizadas no estúdio localizado na redação do GLOBO, no Rio, que também recebeu as sabatinas com presidenciáveis na eleição de 2022. Neste ano, a bancada de entrevistadores dos candidatos à Presidência contará com os jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, colunistas do GLOBO, com Milton Jung, âncora da CBN, e com Maria Cristina Fernandes, colunista do Valor. As sabatinas do GLOBO, Valor e CBN com candidatos à Presidência dão sequência à cobertura eleitoral dos jornais e da rádio. Nesta semana, foram sabatinados os dois candidatos mais bem colocados na disputa em São Paulo: o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorre à reeleição, e o ex-ministro Fernando Haddad (PT). Essas sabatinas foram realizadas nos estúdios da CBN na capital paulista. Na sequência, estão previstas sabatinas com candidatos ao governo de Minas Gerais, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. A programação prevê ainda, em setembro, debates entre candidatos ao Senado em estados como Rio e São Paulo..
'Vou anistiar todo mundo e ninguém mais vai falar sobre isso', diz Caiado sobre condenados pelo 8 de janeiro
Em sabatina O GLOBO, CBN e Valor, candidato do PSD diz que medida será usada para 'pacificar' o país e afirma que STF não poderá contestá-la caso seja eleito














