Em entrevista à Globo, o candidato do PSD afirmou que, se eleito, concederá anistia ampla e irrestrita aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado é entrevistado pela TV Globo — Foto: Globo/Manoella Mello Com a falta de apoio explícito de parte dos candidatos do PSD aos governos estaduais à sua candidatura presidencial, Ronaldo Caiado evitou detalhar como pretende construir maioria no Congresso Nacional para aprovar reformas. Questionado em entrevista à Globo sobre a articulação política necessária, respondeu: “Você acha que um dos dois, o presidente Lula ou o Flávio [Bolsonaro], eles vão construir algum tipo de maioria para aprovar alguma emenda constitucional?” Caiado voltou a dizer que, se eleito, pretende enviar ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para realizar um ajuste fiscal. “Onde eu vou dizer, as despesas do governo federal serão limitadas, lógico, a corrigir a inflação e atingir o máximo de 50% do PIB”. Sobre a proposta de criar uma polícia conjunta na América Latina, Caiado foi questionado sobre como pretende convencer os países da região a aderirem à iniciativa. Em resposta, afirmou que os países vizinhos já estariam alinhados à ideia e que bastaria sua eleição para viabilizar o projeto. “Porque todos os limítrofes nossos, os dos presidentes, hoje, são do assento direito. Só está precisando um Caiado ganhar eleição para concluir.” No início da entrevista, o candidato do PSD afirmou que, se eleito, concederá anistia ampla e irrestrita aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Caiado, a medida será feita para pacificar o país, que, na sua avaliação, segue polarizado. “Ninguém aguenta mais essa situação. Esse clima está criando, como sempre, esse processo de um contra o outro. O brasileiro, na última eleição, 38 milhões não foram às urnas”, disse. Nesse contexto, Caiado garantiu que encaminhará ao Congresso Nacional uma proposta de anistia ampla e geral. Ele comparou a medida ao processo que resultou na anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Da mesma maneira que, de uma forma especial, o Supremo [Tribunal Federal] também concedeu ao ex-presidente Lula. Ele foi condenado em todas as instâncias”, afirmou. “Então, o que é importante é que a gente possa concluir o raciocínio, é que, neste momento, a medida minha de anistia tem um objetivo, é pacificar o Brasil”, completou.