Candidato à Presidência pelo PSD participa de sabatina promovida pela GloboNews 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, em sabatina promovida pela GloboNews — Foto: Globo/João Cotta O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse que, se eleito, irá revisar diversos pontos da reforma tributária. Durante sabatina da GloboNews e do g1, nesta sexta-feira (7), o candidato afirmou que a revisão tem o objetivo de diminuir a burocracia e corrigir assimetrias. Segundo Caiado, o novo modelo tributário impõe custos excessivos a profissionais liberais, pequenos e médios empresários e pode estimular o aumento da informalidade. O candidato também criticou a adoção de mecanismos inspirados no sistema tributário da Índia, como o split payment, cuja implementação, segundo ele, enfrenta dificuldades até mesmo na Índia. Caiado afirmou que os dois países possuem realidades econômicas e institucionais muito diferentes. O ex-governador de Goiás criticou o fato de o governo ainda não ter apresentado as alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nem detalhado o funcionamento do Imposto Seletivo. Ele também disse que pretende preservar a autonomia de Estados e municípios e criticou o modelo de governança previsto para a gestão dos novos tributos. Na avaliação dele, o sistema concentra excessivamente o poder em Brasília e pode reduzir a capacidade de decisão dos governos estaduais. Segundo Caiado, a ideia não é abandonar a reforma tributária, mas promover ajustes em seus principais dispositivos. “Revisão, sim. Rever pontos que são fundamentais para diminuir a burocracia”, afirmou. Segundo ele, o objetivo é aperfeiçoar o texto aprovado pelo Congresso sem abrir mão da simplificação do sistema. Anistia e outras prioridades de governo Durante sabatina, além da revisão da reforma tributária, Caiado também voltou a defender anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, tratou das prioridades do seu eventual governo e fez promessas para o primeiro dia de gestão. Caiado afirmou que a anistia será uma das primeiras medidas, mas que integrará um pacote mais amplo de propostas a ser encaminhado ao Congresso logo após a posse. Segundo ele, o conjunto incluirá mudanças na legislação antiterrorismo, reforma administrativa, reforma política e uma revisão de pontos da reforma tributária. “Eu vou encaminhar tudo. É um momento de urgência”, afirmou. Ele defende a anistia como um instrumento de “pacificação” do país. Segundo o candidato, o objetivo é retirar o tema da agenda política para que o governo possa concentrar esforços em áreas como segurança pública, educação, inteligência artificial, empreendedorismo e desenvolvimento econômico. Questionado sobre pesquisas que mostram maioria da população contrária à medida, afirmou que o país precisa superar tanto o debate sobre o 8 de janeiro quanto as discussões envolvendo a anulação das condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao ser perguntado se considera que houve uma tentativa de golpe em 8 de janeiro, Caiado evitou responder objetivamente. “Cada um tem o direito de pensar”, afirmou, antes de voltar a comparar o episódio com as decisões judiciais que permitiram a candidatura de Lula.
Caiado defende revisar reforma tributária e diz que medida será prioridade de governo
Candidato à Presidência pelo PSD participa de sabatina promovida pela GloboNews









