O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) disse neste sábado (22), em Campinas (SP), que é a favor do fim da escala 6x1. A declaração foi dada durante entrevista coletiva e contrasta com a posição adotada por ele dias antes, quando chamou a proposta de "eleitoreira". Na quarta-feira (19), durante o 11º Fórum CNT de Debates, Caiado evitou apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais e o fim da escala 6x1.Na ocasião, classificou o texto como "populista", "eleitoreira" e "de voto". Já neste sábado, ao ser questionado diretamente sobre o tema, respondeu apenas: "Sim, sou a favor". Crítica aos 'fujões' Durante a agenda em Campinas, Caiado também criticou adversários ausentes, sem citar Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), em debates eleitorais. O goiano chamou os adversários de "fujões" e disse estar otimista para o debate da TV Band, marcado para este domingo (23). Ao ser questionado sobre polarização política, classificou o cenário como uma "briga inútil". Também criticou os governos do Partido dos Trabalhadores (PT) e afirmou que o país "caminhou pela mediocridade" nos últimos anos. Economia, segurança pública e saúde Na segurança pública, Caiado disse que quer enquadrar as facções criminosas em uma tipificação que chamou de "terrorismo domiciliar". Também defendeu a construção de 40 presídios de segurança máxima e o uso de inteligência artificial na segurança. "O uso da inteligência artificial foi uma das ferramentas mais importantes para que Goiás atingisse esse patamar de resolutividade em relação ao combate ao crime e até na antecipação dos crimes que iriam acontecer", informa Caiado. O candidato também afirmou que quer uma força policial integrada com países vizinhos para combater o narcotráfico, o contrabando de armas e a lavagem de dinheiro. Ao abordar ciência e saúde, Caiado defendeu que o Brasil busque autossuficiência na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), usados em medicamentos. Também falou em ampliar o uso de tratamentos genômicos e afirmou: "Eu sou médico, eu acredito na ciência e eu acredito na vacina". Agora no g1 VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e Região