Proposta, defendida pelo governo Lula, deve começar a tramitar no Senado Federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do PSD a presidente, Ronaldo Caiado discursa em evento promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) — Foto: Reprodução/YouTube - CNT Em meio à preocupação do eleitorado brasileiro com a segurança pública, o candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou ser favorável à PEC que trata do tema no Congresso Nacional. Quando era governador de Goiás, Caiado criticou a PEC e chegou a dizer que o texto enquadrava os governadores e limitava a autonomia dos Estados para legislar sobre segurança. Agora, afirmou que sua posição contrária se referia à versão elaborada pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e que apoia o texto modificado e aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta está em tramitação no Senado e em breve deve ser debatida na Comissão de Constituição e Justiça. Em crítica ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, Caiado disse também que a aprovação da proposta não é necessária para a criação de um Ministério da Segurança Pública. O petista, em outras ocasiões, já afirmou que criará a pasta caso a emenda seja aprovada. “Eu quero poder dizer ao presidente Lula que a Presidência da República tem as prerrogativas que são da Presidência, e criar o Ministério da Segurança não precisa de emenda à Constituição, basta uma medida provisória”, disse a jornalistas após participar do Fórum CNT de Debates, promovido em Brasília pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Sobre a possibilidade de propor a desoneração da folha de pagamento para as empresas, Caiado afirmou que, neste momento, é preciso buscar o equilíbrio fiscal. Segundo ele, não é possível discutir a medida diante do atual nível das taxas de juros no país, que atribuiu à “irresponsabilidade do governo federal”. “O presidente Lula é avesso ao equilíbrio fiscal. Ele não gosta, ele sempre critica, até o próprio arcabouço que ele mesmo orientou para que fosse votado”, disse. O ex-governador de Goiás também evitou se posicionar sobre o fim da escala 6x1 e voltou a classificar a medida como eleitoreira. “Essa é uma pauta que não é minha”, afirmou. Reciprocidade contra os EUA Caiado também voltou a criticar a decisão do governo brasileiro de iniciar a análise para a adoção da Lei da Reciprocidade Econômica em resposta às tarifas dos Estados Unidos. “Agora o governo vai implantar uma regra de reciprocidade em cima dos americanos. Pelo amor de Deus, para com essa coisa”, disse. Segundo Caiado, o governo precisa ter responsabilidade com a economia brasileira e, neste momento, não deveria criar “factoides” em meio à crise entre os dois países. “Nós temos empresas fechando, 82% da população hoje endividada, quebrada, tudo no Serasa, e ninguém sabendo como sair desse clima. E o cara [Lula] arruma uma briga com o Paraguai, arruma uma briga com os Estados Unidos”, disse. Além disso, em aceno aos empresários do setor de transporte, o candidato do PSD afirmou que a polarização política tem desviado o debate de temas relevantes para a categoria. O ex-governador de Goiás também demonstrou otimismo com sua campanha. Segundo ele, a população brasileira dá sinais de desgaste com a polarização. “Em vez de concentrarmos todo o nosso esforço em discutir assuntos relevantes de cada área do Brasil, ficamos presos a debates inúteis, que não trazem nada para o dia a dia das pessoas”, afirmou.
Antes crítico, Caiado agora diz apoiar PEC da Segurança Pública
Proposta, defendida pelo governo Lula, deve começar a tramitar no Senado Federal










