Em sabatina ao Valor, O Globo e CBN, candidato do PSD também critica atuação de Eduardo nos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado participa de sabatina promovida pelo Valor, O Globo e CBN — Foto: Ana Branco/Agência O Globo O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta quarta-feira (26), que a omissão de informações por parte do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre as suspeitas envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” “desrespeita a inteligência da população”. Em entrevista ao Valor, O Globo e CBN, Caiado também criticou a atuação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e Caiado o classificou como um “lesa-pátria” por apoiar o tarifaço contra o Brasil. Flávio assumiu ter pedido dinheiro para o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do extinto Banco Master, para financiar a cinebiografia sobre seu pai, após o site Intercept Brasil revelar em maio a existência de mensagens e áudios do candidato do PL a Vorcaro. Na ocasião ele negou haver irregularidades na transação e prometeu abrir as contas para comprovar que o dinheiro foi usado exclusivamente para custear o filme, o que até o momento não ocorreu. A Polícia Federal investiga o uso de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e se o dinheiro do ex-banqueiro teria ajudado a bancar os gastos pessoais de Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos. Caiado disse que inicialmente se recusou a fazer um pré-julgamento e defendeu o direito de Flávio apresentar sua versão. A postura mudou, segundo ele, no entanto, depois que o senador classificou a controvérsia como “página virada”. “Aí já é realmente desrespeitar a inteligência do povo brasileiro”, afirmou. “Você não tem o direito de ser um candidato a presidente da República e se negar a dar esclarecimentos dos quais você está envolvido”, acrescentou. Caiado voltou a dizer que a eleição deverá ser decidida também pela questão moral. “Quem está com o rabo preso e com as mãos sujas não tem autoridade moral”, afirmou. O ex-governador negou que o endurecimento das críticas a Flávio esteja relacionado à recente troca do marqueteiro de sua campanha. Segundo ele, Paulo Vasconcelos deixou o comando do marketing presidencial porque já trabalhava em outras duas campanhas e Caiado precisava de uma assessoria dedicada “24 horas” à disputa pelo Planalto. Em referência ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, confessadamente envolvido no tarifaço americano contra o Brasil, Caiado o classificou como um “lesa-pátria”. Questionado sobre a atuação de Eduardo nos Estados Unidos e sua participação na articulação que resultou no aumento de tarifas contra produtos brasileiros, Caiado classificou a conduta como “péssima” e “condenável”. “Inimaginável aceitar qualquer posição em que um brasileiro se coloque contra sua pátria com qualquer punição. Eu não admito ingerência no meu país”, afirmou. O candidato disse ainda que jamais apoiaria uma iniciativa estrangeira contra o Brasil. “Ninguém pode se vangloriar de qualquer iniciativa contra o seu próprio país. Isso é condenável. Isso é algo inaceitável na vida política”, disse. Em seguida, afirmou que um brasileiro que adota esse comportamento “lesa a Pátria”. Interferência dos EUA Apesar das críticas à família Bolsonaro, Caiado também responsabilizou o presidente Lula pela deterioração da relação com os Estados Unidos. O candidato do PSD citou declarações do petista em defesa da “desdolarização” e criticou a condução diplomática do governo. Se eleito, disse que pretende retirar o que considera um viés ideológico do Itamaraty e recuperar a capacidade de negociação da diplomacia brasileira. O candidato disse ainda que jamais apoiaria uma iniciativa estrangeira contra o Brasil. “Ninguém pode se vangloriar de qualquer iniciativa contra o seu próprio país. Isso é condenável. Isso é algo inaceitável na vida política”, disse. Em seguida, afirmou que um brasileiro que adota esse comportamento “lesa a Pátria”. Ele também endureceu o discurso em relação ao Supremo, ao dizer que ministros da Corte não podem estar imunes à responsabilização por eventuais abusos e defendeu que o próprio tribunal deveria reagir internamente a condutas incompatíveis com a função. “Ele não tem esse dom de, ao chegar ao Supremo, poder cometer qualquer crime”, afirmou. Caiado disse que, na ausência de uma resposta interna da Corte, cabe ao Senado exercer a prerrogativa constitucional de processar e julgar ministros. Questionado diretamente se considera o impeachment de ministros do STF um instrumento legítimo nessas situações, respondeu afirmativamente. “O pau que dá no Chico dá no Francisco. (…) Não tem impunidade para ninguém”, afirmou. O candidato não indicou, porém, um ministro específico que, em sua avaliação, deveria sofrer processo de impeachment. Caiado voltou ainda a pedir ao Supremo que retire os sigilos de informações relacionadas às investigações do Banco Master, do INSS e da Operação Carbono Oculto antes das eleições. Segundo ele, os eleitores precisam saber se candidatos estão envolvidos nesses casos antes de escolher o próximo presidente.
Flávio Bolsonaro desrespeita a inteligência da população, afirma Caiado sobre caso 'Dark Horse'
Em sabatina ao Valor, O Globo e CBN, candidato do PSD também critica atuação de Eduardo nos EUA











