Candidato do PSD foi o segundo presidenciável da série de sabatinas no estúdio do jornal; Renan Santos é o próximo, nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ronaldo Caiado com Milton Jung, Malu Gaspar, Maria Cristina Fernandes e Lauro Jardim na sabatina O Globo/CBN e Valor — Foto: Ana Branco / Agência O Globo Candidato à Presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado foi o segundo entrevistado na série de sabatinas O GLOBO, CBN e Valor com os presidenciáveis. Em uma hora e meia, o ex-governador de Goiás reforçou o discurso linha dura que adota na segurança pública, manteve críticas a Flávio Bolsonaro (PL) e fez promessas genéricas na área econômica. Romeu Zema (Novo) estreou ontem a série, e Renan Santos (Missão) dá continuidade nesta quinta-feira. Augusto Cury (Avante) participa na sexta. Lula (PT) e Flávio foram convidados, mas não confirmaram presença. Veja a seguir, em cinco pontos, como foi a entrevista com Caiado. Segurança pública Ronaldo Caiado na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo Principal plataforma do ex-governador, que se gaba dos feitos em Goiás, a discussão sobre segurança pública fez o candidato reforçar o discurso linha dura ao minimizar os relatos de letalidade policial no estado. Declarou guerra ao crime organizado, prometeu construir 40 presídios de segurança máxima e usar as Forças Armadas nas ruas. Colocou-se contra o uso de câmeras corporais pelas polícias. — Vou, em primeiro lugar, declará-los terroristas, ter poder de ação sobre todas as forças que o presidente tem. Vou buscar tecnologia do mundo todo, as mais sofisticadas, vou identificar todos eles e construir 40 presídios de segurança máxima no Brasil — disse. Segundo Caiado, a “falta de autoridade” no Brasil leva à exaltação de personalidades como MC Poze e Oruam, rappers que “desfilam com metralhadora e fuzil”. — Você não vê isso em democracia, só vê isso onde as pessoas se ajoelharam para o crime, têm medo de enfrentar o crime. Flávio e pautas bolsonaristas Ronaldo Caiado na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo Mantendo a estratégia recente de ser enfático contra Flávio Bolsonaro (PL), o candidato do PSD classificou como "desrespeito" a falta de explicações dele no caso Master, que, ao contrário do que diz o senador, não seria "página virada". — É desrespeitar a inteligência do povo brasileiro. Você não tem o direito de ser candidato a presidente e se negar a dar esclarecimentos sobre algo em que você está envolvido — disse ele, que cobrou do Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo dos casos Master, INSS e Carbono Oculto. Caiado passou a bater com mais firmeza no presidenciável do PL, na contramão do que defendia o marqueteiro Paulo Vasconcelos, que deixou a campanha. Apesar da separação, o candidato apontou que a relação com o antigo estrategista é "ótima". A despeito do confronto com Flávio na pessoa física, ele mantém acenos ao bolsonarismo, como no caso da anistia aos presos pelo 8 de janeiro. — Eu vou anistiar todo mundo e ninguém vai falar desse assunto mais. Acabou. A partir dali, vou trabalhar, discutir saúde, investimento, indústria, terras raras — elencou. Tarifaço dos EUA Ex-governador de um estado muito afetado pelo tarifaço americano, o goiano foi instado a falar sobre como se comportaria no atual estágio da relação entre o Brasil e o EUA, mas tergiversou e errou o nome do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. — Eu não deixaria chegar a esse ponto. Eu não vou ficar seguindo a cabeça do “Sifrônio” — apontou, antes de também condenar a posição da família Bolsonaro no caso. — Péssimo, condenável, inimaginável pensar que qualquer brasileiro adote posição contrária à pátria. Eu não admito ingerência sobre o meu país. Jamais aplaudiria ou fomentaria isso. Economia com poucos detalhes Ronaldo Caiado na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo Crítico ao que considera despesas "abusivas" e medidas "populistas" do governo Lula, Caiado foi provocado a falar sobre ideias econômicas expansivas que tem defendido. Respondeu que não quer “penalizar o mais pobre”, embora tenha negado semelhança entre sua visão de governo e a de Lula. Ele se comprometeu a um superávit de 1,5% no PIB do ano que vem, acima das previsões do mercado, e defendeu ajuste fiscal sem detalhar como o faria. — Nada a ver. Não tem nenhuma semelhança. Lula entende que equilíbrio fiscal é algo que tem que ser excluído, não tolera falar em equilíbrio fiscal. Estou falando é de gasto responsável no sentido de retomar a capacidade produtiva do país — alegou. — Os governos do PT são os piores do mundo porque servem como exemplo de má gestão. O que tem de pior no mundo? O ex-governador também evitou detalhar sua proposta para a reforma da previdência, dizendo que o assunto será discutido somente quando ele for eleito e após "limpar a casa". — O que a mudança na aposentadoria altera no equilíbrio fiscal? Em direito adquirido, você não toca nele. O que adianta mexer na previdência se só vai ter reflexo em muitos anos? — questionou Caiado. — No momento em que eu ganhar a eleição, posso pedir dados, e a equipe de transição começa a trabalhar. Educação Ronaldo Caiado na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco /Agência O Globo Caiado criticou a política de progressão continuada de alunos da rede pública e afirmou que, no seu eventual governo, pretende exigir provas de proficiência para garantir a progressão escolar. Segundo o ex-governador de Goiás, o modelo atual contribui para a formação de estudantes que avançam de série sem dominar conteúdos básicos e cria "analfabetos funcionais". — Aprovação automática? Nunca ouvi falar isso em toda a minha vida. Você não sabe em nenhuma matéria e continua progredindo? Lógico que isso é impossível, tem que ter prova de proficiência. O candidato disse que pretende mudar as regras de progressão escolar e que não permitirá que alunos avancem de ano apenas em razão da idade. — Passa de ano quem tem nota. Vou mudar isso no governo federal. Não vou preservar o analfabetismo funcional.