Objetivo é que a operação ocorra de forma independente da arbitragem contra a Latache, segundo fontes; ação da rede oncológica mais do que triplicou em agosto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Centaurus, acionista que precisa fazer o desembolso, entrou com pedido de arbitragem contra a Latache — Foto: Divulgação Com a decisão do colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pela realização da oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Oncoclínicas, de cerca de R$ 6,5 bilhões, os minoritários já se organizam judicialmente para que a operação seja efetivada de forma independente da arbitragem contra a Latache, segundo fontes. Confira os resultados e indicadores da Oncoclínicas e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 A Centaurus, acionista que precisa fazer o desembolso na visão da autarquia, na última sexta-feira (21), entrou com pedido de arbitragem contra a Latache, que liderou o movimento da OPA e será a maior beneficiada nesse processo. Sua fatia é de 14,5% e estima-se que a gestora de Renato Azevedo fique com R$ 1,5 bilhão na OPA. A argumentação dos minoritários é que a arbitragem é uma discussão privada entre Latache e Centaurus. O próprio advogado da Latache, Bernardo Costa, defende essa tese. Já a Centaurus defende que não há OPA enquanto corre a arbitragem. “O Tribunal Arbitral da Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM) da B3 é o órgão que detém jurisdição exclusiva para resolver esta disputa comercial entre sócios de uma empresa de capital aberto, motivo pelo qual o fundo Josephina III iniciou o procedimento arbitral perante a CAM na semana passada.” Há uma corrida de investidores comprando as ações da Oncoclínicas. Hoje, o papel sobe 5,71%. No acumulado deste mês de agosto, quando começaram a circular as informações de que o colegiado da CVM votaria a favor, o valor da ação da companhia saltou de R$ 0,55 para R$ 1,87, ou seja, valorização de 3,4 vezes. Ainda não há detalhes sobre a oferta. Hoje, a principal dúvida é quais acionistas teriam direito à OPA, o que tem gerado uma corrida pelo papel. Ainda não está definido se a OPA será válida para todos os atuais acionistas, se apenas para os investidores que compraram o papel 30 dias antes da data a ser marcada para a OPA ou exclusivamente para aqueles que estavam na base de acionistas antes de 24 de novembro de 2024. Foi nesta data que a Centaurus divulgou ter uma participação de 16% na Oncoclínicas. O estatuto da companhia diz que qualquer investidor que alcançar 15% da rede de tratamento para câncer precisa fazer uma oferta a todos os minoritários. O valor estabelecido para a OPA é o equivalente a 120% da maior cotação dos 12 meses anteriores a 24 de novembro de 2024. A maior cotação nesse período foi de R$ 10,30. Portanto, o valor da oferta seria R$ 12,37, segundo levantamento do ValorData. Hoje, o papel está R$ 1,87 — o que mostra o potencial de ganho para quem participar da OPA, caso a decisão seja por estender a oferta para toda a base acionária atual.