A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) aprovou nesta terça-feira (25), por 3 votos a zero, a OPA (oferta pública de aquisição de ações) do grupo de tratamento de câncer Oncoclínicas. A decisão foi unânime e contrariou pareceres da área técnica da autarquia, que era contra uma oferta pública.
A decisão faz parte de uma disputa envolvendo a gestora norte-americana Centaurus Capital e a brasileira Latache, atualmente sócia majoritária da rede de saúde.
Na OPA, o acionista majoritário propõe comprar todas ou uma fatia das ações de uma companhia.
A questão é o pagamento aos acionistas minoritários, que recai sobre a Centaurus. O estatuto da Oncoclínicas tem uma cláusula de proteção determinando que investidores que atinjam uma participação superior a 15% depois do IPO façam uma OPA para oferecer a opção de compra das ações de outros acionistas.
Isso eleva o desembolso da gestora e pode beneficiar acionistas que queiram vender sua participação por um preço maior, como é o caso da Latache e de acionistas minoritários. A Centaurus, contudo, já estaria presente no fundo desde 2018.













