0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Oncoclínicas — Foto: Reprodução A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) negou recurso da gestora Latache para que reconsiderasse parecer que rejeitou a OPA bilionária da Oncoclínicas, apurou a coluna junto a duas fontes que acompanham o caso. Apesar da negativa dos técnicos do órgão, a decisão final caberá ao colegiado de diretores da CVM. Ferramenta de proteção aos minoritários, uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) obrigaria a gestora americana Centaurus a pagar aos acionistas da rede de clínicas em crise um valor superior a R$ 16 por ação, que hoje vale R$ 0,74 na Bolsa. A origem do caso foi a reorganização da fatia do Goldman Sachs na Oncoclínicas, concluída em novembro de 2024. Naquela ocasião, um fundo da Centaurus passou a deter mais de 15% da companhia de tratamento oncológico, um dos gatilhos para a realização da OPA, segundo o estatuto da companhia. Enquanto a Centaurus alega que já era acionista desde o IPO, por meio dos fundos do Goldman Sachs, a gestora brasileira Latache — grande acionista da Oncoclínicas — recorreu à Superintendência de Registro de Valores Mobiliários (SRE) da CVM para pedir uma OPA. Este ano, a Associação Brasileira de Investimento, Crédito e Consumo (Abraicc) protocolou recurso ao colegiado da CVM pedindo que os diretores se pronunciassem sobre o caso, alegando "inércia" da área técnica do órgão, já que a "novela" se arrastava havia mais de um ano. Depois de meses de pressão, a área técnica do órgão finalmente concluiu seu parecer sobre o assunto em junho. Como a coluna contou na ocasião, os técnicos entenderam que a reorganização societária que deu à Centaurus um pedaço relevante da companhia se enquadra na hipótese de exceção do parágrafo 8º do artigo 39 do estatuto social da Oncoclínicas, "não sendo exigível, em face da Centaurus ou do Josephina III (o fundo usado por ela), a realização da OPA estatutária ali prevista".