Investigação aponta que eles teriam participado de uma operação para evitar a realização de uma OPA da Oncoclínicas, o que, segundo o despacho, teria causado prejuízo aos acionistas minoritários 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Oncoclínicas: disputa pela OPA tem impacto relevante, visto que a oferta é estimada em cerca de R$ 6 bi — Foto: Divulgação A Polícia Civil de São Paulo decidiu indiciar dois executivos ligados ao Goldman Sachs por suspeita de estelionato e fraude relacionada à administração de sociedade por ações. A investigação aponta que Felipe Guerra Acosta e Natan Lima Reinig teriam participado de uma operação para evitar a realização de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Oncoclínicas, o que, segundo o despacho policial, teria causado prejuízo aos acionistas minoritários. Goldman Sachs e Oncoclínicas não quiseram comentar. Confira os resultados e indicadores da Oncoclínicas e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 O caso envolve uma reorganização societária dos fundos Josephina, acionistas da Oncoclínicas, e uma disputa sobre quem era, de fato, o titular indireto de uma participação relevante na companhia. Segundo a Polícia Civil, documentos divulgados ao mercado na época do IPO (oferta pública inicial) da Oncoclínicas, em 2021, apontavam o Goldman Sachs como titular indireto da integralidade das cotas dos fundos Josephina I e II, sem referência à gestora americana Centaurus nessa condição. Em novembro de 2024, no entanto, representantes dos fundos informaram à Oncoclínicas que a Centaurus já era titular indireta de parte relevante desse investimento e que a criação do fundo Josephina III representava apenas uma segregação de interesses preexistentes. Essa interpretação era importante porque afastava, na visão dos fundos, a aplicação da cláusula de proteção à dispersão acionária — conhecida como “poison pill” — prevista no estatuto da Oncoclínicas e, consequentemente, a obrigação de realizar uma OPA. A cláusula prevê a realização de oferta caso um investidor adquira participação igual ou superior a 15% da companhia. Após a reorganização, o Josephina III, veículo ligado à Centaurus, passou a deter participação superior a esse patamar, dando início a questionamentos de acionistas minoritários sobre a necessidade da oferta. A Centaurus não retornou. A Polícia Civil contesta a versão de que a Centaurus já era titular indireta da participação antes da reorganização. Para o delegado responsável pelo inquérito, essa explicação só teria surgido quando a operação societária poderia desencadear a OPA e seria incompatível com as informações anteriormente apresentadas pelo Goldman Sachs ao mercado. O despacho afirma que a versão teria sido usada para convencer Oncoclínicas, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), B3 e acionistas de que a oferta não era necessária. A disputa pela OPA tem impacto financeiro relevante, visto que a oferta é estimada em cerca de R$ 6 bilhões, montante que supera em várias vezes o valor de mercado atual da Oncoclínicas.
Polícia indicia executivos do Goldman Sachs por suposta fraude no caso Oncoclínicas
Investigação aponta que eles teriam participado de uma operação para evitar a realização de uma OPA da Oncoclínicas, o que, segundo o despacho, teria causado prejuízo aos acionistas minoritários








