* Por Danilo Rosati
A produtividade corporativa sempre foi tratada quase como uma equação tecnológica. A empresa que adotasse um novo software, automatizasse uma etapa ou digitalizasse um processo estaria, por consequência, mais próxima de produzir mais em menos tempo. A chegada da inteligência artificial tornou essa expectativa ainda mais forte. Ferramentas capazes de escrever, analisar, programar, resumir e executar tarefas em segundos parecem oferecer uma resposta definitiva para um problema antigo. Mas os dados mais recentes sugerem que a questão é mais complexa: tecnologia amplia capacidade, mas não corrige sozinha a forma como uma organização trabalha.
O próprio mercado começa a revelar esse descompasso. No Work Trend Index 2025, da Microsoft, 53% dos líderes afirmam que a produtividade precisa aumentar, enquanto 80% da força de trabalho global diz não ter tempo ou energia suficientes para realizar o trabalho. A contradição é importante. Se as empresas têm acesso a mais tecnologia do que nunca, mas continuam enfrentando uma sensação generalizada de falta de capacidade, talvez o gargalo não esteja apenas na execução das tarefas. Pode estar na maneira como o trabalho é distribuído, nas decisões que precisam ser tomadas e, principalmente, na conexão entre as pessoas responsáveis por fazê-las.







