A ONU (Organização das Nações Unidas) premiou, nesta quarta-feira (26), uma iniciativa brasileira como 1 dos 3 exemplos mundiais de restauração de ecossistemas degradados. Trata-se da rede Araticum, voltada à preservação do cerrado.
O anúncio foi feito pelo Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) e pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura). Os ganhadores foram revelados na COP17 (conferência para o combate à desertificação), realizada na Mongólia.
O prêmio World Restoration Flagship (Referência Mundial em Restauração) também foi entregue a iniciativas em curso em Sahel, na África, e na Arábia Saudita, regiões que, assim como o Brasil, enfrentam seca, desertificação e impactos das mudanças climáticas. Esta é a segunda vez que o país tem um projeto em restauração escolhido no prêmio.
"Investir em terras saudáveis é uma das nossas defesas mais fortes contra essas ameaças", diz Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma. "As três iniciativas mostram que a restauração de ecossistemas traz benefícios significativos para todos, desde a segurança alimentar, novos empregos e maior resiliência para milhões de pessoas."
O cerrado já perdeu mais da metade de sua vegetação nativa, em grande parte devido à conversão de terras em larga escala, de acordo com Inger. A destruição do bioma, continua ela, prejudica os povos indígenas, a biodiversidade, a produção de alimentos, a disponibilidade de água e a resiliência climática.









