A mata atlântica, bioma mais maltratado desde os tempos em que os primeiros colonizadores baixaram por aqui, ocupa hoje 3 milhões de hectares ao longo dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e abriga 70% da população brasileira, algo em torno de 145 milhões de almas que nem sempre valorizam a riqueza natural da região. E é para tentar reverter os maus tratos seculares que um grupo de empresários, gestores municipais e ambientalistas criou, há oito anos, o projeto GRMA (Grande Reserva Mata Atlântica), que acaba de ganhar o prêmio Hugo Werneck, considerado o Oscar da ecologia nacional.
Ressaltando não se tratar de uma empresa, "mas de um movimento", Ricardo Borges, coordenador de comunicação e parcerias estratégicas da GRMA, aponta para o fato de que "o bioma, que é a segunda maior floresta tropical das Américas, atrás apenas da amazônia, é onde boa parte da economia brasileira está".
Isso, acrescenta, faz com que "a boa preservação da mata atlântica proteja os serviços ecossistêmicos como água, polinizadores, e a maior parte do que a gente precisa para viver com qualidade".
O projeto, explica ele, nasceu com o objetivo de "tentar propor uma solução para alguns dos desafios mais amplos que temos hoje na sociedade". Entre esses desafios, ele destaca convencer o brasileiro a valorizar mais "seu gigantesco patrimônio natural, que hoje infelizmente ainda não se reverte como um ativo que gere oportunidades de desenvolvimento para as pessoas".






