O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, avalia desistir da criação de um "selo de acurácia" para os institutos de pesquisa nas eleições de 2026, após sofrer uma série de críticas à ideia de premiar empresas que se aproximarem dos resultados das urnas.

Quarenta dias após a proposta ser apresentada, a leitura do magistrado é de que a receptividade não foi boa, tanto entre os institutos, que viram na iniciativa um erro, quanto entre seus colegas na corte eleitoral.

Kassio tem afirmado a auxiliares que o selo não é uma hipótese descartada e pode ser adotada nas próximas eleições. Também estão em estudo outras medidas para regulamentar as pesquisas eleitorais e dar mais transparência às suas metodologias.

O presidente do TSE diz a pessoas próximas que ele trata essa agenda como prioridade de sua gestão, mas aponta que o debate sobre o uso de IA (inteligência artificial) é mais urgente, a exemplo do vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Auxiliares do ministro dizem que esse caso deve ser levado a julgamento em plenário "em breve" e que ele próprio deve votar para proibir os chamados deepfakes de maneira abrangente. Seria um recuo da sinalização que ele havia dado anteriormente, em defesa da proibição de vídeos críticos e da liberação de conteúdo artificial positivo, no que seria uma espécie de "IA do bem".