Crianças recorrem cada vez mais ao WhatsApp, que não foi afetado pela proibição 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Efeito contrário: uso de redes sociais por menores aumenta na Austrália após proibição — Foto: Shutterstock Os menores de 16 anos estão usando mais as redes sociais na Austrália, apesar de uma proibição pioneira no mundo, mostram dados divulgados nesta quarta-feira por uma empresa de software de controle parental. A Austrália implementou em dezembro uma lei que proíbe o acesso de crianças a essas plataformas, uma medida seguida por Reino Unido, França e outros países. Inicialmente, o uso de redes sociais pelos jovens diminuiu, segundo dados do aplicativo de controle parental Qustodio, mas, desde então, sua atividade nesses aplicativos aumentou, aproximando-se dos níveis anteriores à proibição em alguns deles. No caso do TikTok, 25,9% dos jovens de 13 a 15 anos continuaram usando o aplicativo, um ponto percentual a menos do que antes da proibição. Já seu uso entre crianças de 10 a 12 anos baixou 0,06 ponto percentual em relação ao nível anterior ao veto. "Podem estar acessando essas plataformas por meio de VPNs ou escondendo sua idade", disse Yasmin London, especialista global em segurança online do Qustodio. "Mas pode ser que simplesmente estejam acessando esses aplicativos porque as restrições não estão funcionando." Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem Os dados também mostram que as crianças recorrem cada vez mais ao aplicativo WhatsApp, que não foi afetado pela proibição. Segundo o Qustodio, os dados foram coletados por meio de uma análise anônima do uso mensal das redes sociais por crianças.