Diretora do Fundo chama atenção, contudo, para piora da situação fiscal em alguns países, o que se reflete no aumento dos rendimentos de títulos públicos e em paralisia do processo de desinflação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Kristalina Georgieva; FMI — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira que a economia global suportou melhor do que se esperava o choque de energia derivado da guerra no Irã. Por outro lado, ela chama atenção também para o avanço das preocupações relacionadas à deterioração da situação fiscal em alguns países, o que se reflete no aumento dos rendimentos de títulos públicos e em paralisia do processo de desinflação mundial. Georgieva falou hoje a jornalistas em apresentação sobre o encontro de ministros de Finanças do G20 em Asheville, na Carolina do Norte, na próxima semana. Ela disse haver um “cabo de guerra” entre o efeito negativo derivado do choque de energia a partir do conflito no Oriente Médio e o impulso proporcionado ao crescimento pela inteligência artificial (IA), na atual onda de investimentos em tecnologia que começa a se disseminar para além das fronteiras dos EUA. Georgieva disse também que os riscos à perspectiva de crescimento global estão agora mais equilibrados do que em abril, mas ainda tendendo a uma baixa, devido às crescentes pressões fiscais e à possibilidade de que os bancos centrais mantenham políticas monetárias restritivas para controlar a inflação. Para a diretora-gerente do FMI, o crescimento global está “resistindo a ventos frontais poderosos”, decorrentes dos “elevados níveis de endividamento, inflação resiliente e tensões comerciais”. “Até o momento, [o crescimento global] resistiu bem ao choque de energia causado pelo fechamento do Estreito de Ormuz, melhor do que temíamos, graças a uma combinação de fatores”, acrescentou. Entre esses fatores, ela menciona o uso de reservas estratégicas de petróleo e gás por diversos países, aumento nos suprimentos da commodity a partir de países não localizados na região do Golfo Pérsico, redução da demanda por energia fóssil e aumento na capacidade de produção de energias renováveis, além do retorno, em alguns países, ao uso de carvão como alternativa. Ela disse também que o boom de IA nos EUA tem fortalecido os lucros corporativos e também a demanda dos consumidores. E que outros países também são beneficiados por este ciclo de investimentos, com a construção de data centers e por meio da cadeia de logística de hardware.
Georgieva, do FMI, diz que economia global suportou bem o choque de energia
Diretora do Fundo chama atenção, contudo, para piora da situação fiscal em alguns países, o que se reflete no aumento dos rendimentos de títulos públicos e em paralisia do processo de desinflação









