PUBLICIDADE Fundo atualizará suas perspectivas para a economia mundial em julho, depois de ter reduzido, em abril, sua projeção de crescimento para este ano devido à guerra no Oriente Médio Kristalina Georgieva, diretora do FMI — Foto: José Sarmento Matos/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 08/06/2026 - 09:36 FMI: Mundo despreparado para crises frequentes e desigualdades crescentes, alerta Georgieva A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que o mundo não está preparado para crises frequentes, como as recentes guerras e pandemias. Ela enfatizou a necessidade de bases resilientes para enfrentar choques futuros e destacou a importância da análise objetiva do FMI. Georgieva também apontou o impacto da inteligência artificial nas economias locais, ressaltando o erro de subestimar desigualdades globais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que, após enfrentar uma crise após outra nos últimos anos, o mundo precisa construir bases capazes de resistir a choques que se tornaram mais frequentes. — Preocupa-me que ainda não estejamos internalizando plenamente que é assim que o mundo será— disse no podcast Bloomberg Leaders with Francine Lacqua. — Não chegaremos a um ponto em que os choques simplesmente desapareçam. Kristalina Georgieva, que está à frente da instituição sediada em Washington, D.C. desde 2019, atravessou a pandemia de Covid-19, a guerra na Ucrânia, a turbulência provocada pelas tarifas comerciais e, agora, o conflito no Oriente Médio. O FMI dispõe de uma capacidade de empréstimo de pouco menos de US$ 1 trilhão e sua função — segundo ela descreveu — é manter os 191 países-membros focados em trabalhar juntos pelo bem da economia mundial. — A melhor munição que temos é a análise objetiva — afirmou. — Coletivamente, incluindo o Fundo, não percebemos a reação contrária à globalização que surgiu do fato de que, sim, a economia mundial melhorou como um todo, mas muitas comunidades foram esvaziadas porque perderam seus empregos e não receberam atenção suficiente. O que realmente não quero ver se repetir é que aconteça o mesmo com a inteligência artificial. O Fundo atualizará suas perspectivas para a economia mundial em julho, depois de ter reduzido, em abril, sua projeção de crescimento para este ano devido à guerra no Oriente Médio. A instituição também realiza revisões econômicas anuais dos países-membros, entre outros relatórios previstos em seu mandato de supervisão. Avaliação da Rússia Em 2024, dois anos após a Rússia invadir a Ucrânia, o FMI anunciou que retomaria sua revisão anual da economia russa — conhecida como Artigo IV — pela primeira vez desde o início da guerra. O plano provocou críticas de vários países da União Europeia, que questionaram Georgieva pela decisão. Eles argumentaram que envolver a Rússia em questões econômicas legitimaria os esforços do Kremlin para contornar as sanções. — Foi um momento muito complicado porque os bombardeios aconteciam em ambas as direções. Decidimos adiá-lo. Precisamos reunir dados sobre comércio, importações e exportações. A Rússia mostrou-se muito relutante em fornecer essas informações — disse ela. A diretora-gerente do FMI acrescentou que “em algum momento retomaremos a avaliação regular”, sem oferecer detalhes sobre o cronograma. O Fundo tem apoiado Kiev com financiamento vinculado a reformas essenciais desde a invasão russa, por meio de dois programas: um de US$ 15,6 bilhões, em 2023, e outro de US$ 8,1 bilhões, neste ano.