Gerando resumoA China afirmou nesta terça-feira, 25, que defenderá seus interesses após os Estados Unidos anunciarem novas sanções contra entidades que comercializam com o Irã, em uma tentativa de ampliar a pressão econômica sobre o país.PUBLICIDADE“A cooperação entre a China e o Irã sempre foi realizada dentro do marco do direito internacional e não deve ser objeto de interferências ou perturbações”, declarou Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, durante coletiva de imprensa.Segundo Lin, Pequim se opõe “firmemente às sanções unilaterais ilegais” e adotará “todas as medidas necessárias” para proteger seus direitos e interesses.PublicidadeChina, principal compradora do petróleo iraniano, se opõe às novas sanções dos Estados Unidos contra Teerã e afirma que defenderá seus interesses Foto: Juni Kriswanto/ AFPNos quase seis meses de guerra com o Irã, os Estados Unidos ampliaram as sanções contra países e entidades que mantêm relações comerciais com Teerã. A China, importante parceiro econômico iraniano, não aderiu à campanha de Washington para pressionar a economia do país.Pequim defendeu um cessar-fogo no conflito e criticou as sanções impostas pelos Estados Unidos. A China é o principal comprador do petróleo iraniano e foi afetada pelas restrições relacionadas ao Estreito de Ormuz.O Irã enfrenta sanções internacionais há décadas e desenvolveu mecanismos financeiros para contornar as restrições. Antes do início da guerra, o país exportava milhões de barris de petróleo, principalmente para a China.PublicidadeQuestionado nesta terça-feira sobre a possibilidade de bancos chineses serem atingidos pelas novas medidas, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que “ninguém está fora do alcance das sanções americanas”. /AFPVale ler tambémQuem está por trás da revolta contra os data centers nos EUA?EUA exigiram subordinação, e o Canadá recusouTelefonema entre Trump e Lula mostra que relações entre presidentes não estão abaladas