Nova alíquota seria de 7,5% e se somaria a tarifas impostas por Washington no mês passado por questões ligadas ao trabalho forçado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 As bandeiras dos EUA e da China no Grande Salão do Povo antes do jantar de Estado entre o presidente Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping em 14 de maio de 2026, em Pequim — Foto: AP/Mark Schiefelbein, Arquivo O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avalia impor uma nova tarifa de 7,5% à China sob a justificativa de combater o excesso de capacidade industrial do país e a entrada de produtos chineses com preços artificialmente baratos no mercado global, segundo informações publicadas pela Associated Press. Fontes ouvidas pela agência de notícias disseram que a medida ainda precisa ser finalizada e ressaltaram que ela pode ser alterada. Integrantes do governo americano, entretanto, consideram que uma tarifa nesse patamar seria baixa o suficiente para não colocar em risco a trégua comercial de um ano entre Washington e Pequim e o encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, previsto para o fim de setembro na Casa Branca. A leitura é de que a iniciativa do governo Trump pode fazer parte de uma tentativa mais ampla do presidente de encontrar novos caminhos para sua política tarifária após a Suprema Corte derrubar, em fevereiro, as amplas tarifas “recíprocas” impostas pelo presidente republicano. Em março, após a decisão do Tribunal, a Casa Branca abriu novas investigações formais sobre excesso de capacidade industrial e regras relacionadas ao trabalho forçado na China e em diversas outras economias, como o Brasil. Não está claro, porém, se a nova tarifa valeria também para as outras nações investigadas. A nova tarifa seria baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que permite ao presidente adotar medidas contra práticas consideradas prejudiciais às empresas ou ao comércio americano, e se somaria às tarifas de 10% a 12,5% anunciadas no mês passado contra dezenas de economias por questões relacionadas ao combate ao trabalho forçado. Além disso, a nova ameaça ocorre após a China ter registrado superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão, em razão da expansão de exportações chinesas impulsionada pela fraca demanda doméstica do país. A China rejeita a acusação de excesso de capacidade e tem defendido que divergências comerciais sejam resolvidas por meio de negociações bilaterais, e não por tarifas unilaterais, que classificou como “ilegais” em outras oportunidades. As novas tensões comerciais, além disso, coincidem com outra possível fonte de atrito entre as duas potências, uma vez que o Departamento do Tesouro dos EUA prepara sanções secundárias contra países que continuem fazendo negócios com o Irã, do qual a China é o maior parceiro comercial. O objetivo de Washington é isolar Teerã economicamente.
Trump ameaça a China com nova tarifa por venda de produtos artificialmente baratos, diz agência
Nova alíquota seria de 7,5% e se somaria a tarifas impostas por Washington no mês passado por questões ligadas ao trabalho forçado






