Estados Unidos confirmaram nova taxa de 25% sobre produtos nacionais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping na China — Foto: TINGSHU WANG / POOL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 00:49 Brasil critica tarifas dos EUA e aciona Lei de Reciprocidade na OMC O governo Lula criticou duramente a decisão dos EUA de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada pelo USTR. Em resposta, o Brasil pretende acionar a Lei de Reciprocidade e levar a questão à OMC. A nota oficial manifesta desgosto e repudia a colaboração da família Bolsonaro com o governo Trump, considerando a medida injusta e prejudicial às relações bilaterais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que, ao impor novas tarifas às importações brasileiras, os Estados Unidos colocam parceiros comerciais como o Brasil "no colo" da China. O país asiático é o principal rival financeiro dos EUA e tem ampliado o domínio na economia global nos últimos anos, desafiando a hegemonia americana. Os EUA anunciaram tarifas recentes a países como México, Japão, Coreia do Sul, Canadá e países da União Europeia. Na última madrugada, os Estados Unidos decidiram aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, com uma lista de exceções que abrange itens importantes da pauta de exportações do Brasil, como carne e suco de laranja. A sanção é vista por auxiliares de Lula como injustificável, uma vez que a balança comercial com os EUA é favorável aos norte-americanos porque apresenta déficit para o Brasil, e mostra que a política comercial dos EUA está acima da disputa geopolítica da Casa Branca com a China. A China tem 33,9% de participação nas exportações do Brasil no mês de junho, de acordo com dados da balança comercial Já os EUA, correspondem a 9,6% no mesmo período. Esse percentual também é atribuído a política industrial implementada por Trump, com prática de implantação de tarifas agressivas para encarecer produtos estrangeiros e forçar a reindustrialização dos Estados Unidos. O governo Lula tem boa relação com o governo Chinês. Em novembro de 2024, o presidente Xi Jinping veio ao Rio de Janeiro para a Cúpula do G20 e depois esteve com Lula em Brasília e foi recebido no Palácio da Alvorada. Na visita oficial, assinaram mais 30 acordos de cooperação. Já no terceiro mandato de Lula, o petista foi duas vezes à China, uma em março de 2023 e outra em maio de 2025. Enquanto isso, Lula fez uma única visita à Casa Branca, em maio, quando tratou do tarifaço com Donald Trump e o convidou para vir ao Brasil — agenda que não tem previsão de ocorrer. Na relação comercial com os EUA, Lula evita concessões em troca de alívio tarifário e manutenção do discurso geopolítico em favor do multilateralismo e das regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). Durante as negociações com os americanos, o governo Lula não abriu mão para qualquer concessão quanto ao Pix, apontado pela investigação da Escritório do USTR, como instrumento que cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras, como de cartões de crédito, e nem de eliminar o imposto de importação do etanol americano — o que teria forte impacto no mercado interno. O tarifaço entra em vigor na semana que vem, em 22 de julho. A partir de agora, o governo passará a focar no processo de implementação da decisão, dentro de um ambiente que, segundo auxiliares de Lula, não há mais "pressão de data para negociação" e em um cenário de "reacomodação na urgência". A taxação dos EUA deixará de fora laranja, suco de laranja, carne, café, petróleo e gás, além de peças e componentes aeroespaciais. A decisão foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio e apurava se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicariam as empresas americanas.
Governo Lula vê EUA jogando parceiros 'no colo' da China com tarifaços de Trump
Estados Unidos confirmaram nova taxa de 25% sobre produtos nacionais







