Foi o quinto encontro desde 7 de maio, quando Lula e Donald Trump decidiram estabelecer um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jamieson Greer, chefe da câmara de comércio dos EUA — Foto: Aaron Schwartz/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 19:43 Brasil contesta tarifas dos EUA em reunião com representante comercial O governo Lula se reuniu com Jamieson Greer, representante do comércio dos EUA, para discutir o "caráter injusto" de um possível novo tarifaço sobre produtos brasileiros. Este foi o quinto encontro desde a criação de um grupo de trabalho com Donald Trump em maio. O governo brasileiro contesta as sobretaxas sugeridas, que incluem cobranças de 25% sob a Seção 301 e 12,5% por suposto trabalho forçado, alegando que as justificativas americanas são infundadas. O tarifaço, proposto pelo USTR, critica práticas comerciais brasileiras e questiona o sistema de pagamentos Pix e decisões judiciais sobre plataformas digitais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Equipes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da assessoria especial do presidente Lula se reuniram nesta terça-feira com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na véspera dos EUA tomarem uma decisão sobre o novo tarifaço sobre produtos brasileiros. Foi o quinto encontro desde 7 de maio, quando Lula e Donald Trump decidiram estabelecer um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial. "Na reunião de hoje, foi reiterado o caráter injusto da aplicação das recomendações já divulgadas, seja a resultante da Seção 301 específica para o Brasil, de sobretaxas de 25%, seja a de 12,5% (acusação de uso de trabalho forçado) aplicável a outras 59 economias", afirma nota do governo. Os ministérios de Lula dizem ainda que nenhuma das razões apontadas pelos americanos justificam a aplicação das tarifas recomendadas. "Cumprindo a orientação do Presidente Lula, reiterou-se que a aplicação de qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho para que possamos vir a formular um acordo bilateral mutuamente adequado", afirma o governo. O tarifaço foi sugerido pelo Escritório do USTR, órgão responsável pela política comercial do país, e classifica uma série de atos, políticas e práticas brasileiras como "irracionais" ou capazes de restringir o comércio norte-americano. A investigação foi aberta em julho de 2025 por determinação do presidente dos EUA, Donald Trump, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento já utilizado em disputas comerciais contra a China. Entre os principais pontos apontados pelos americanos está o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos, o Pix. Segundo o relatório, o Banco Central do Brasil atuaria simultaneamente como regulador e operador do sistema, criando vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital. Os EUA também questionam decisões de tribunais brasileiros envolvendo plataformas digitais. O documento afirma que autoridades judiciais emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão de perfis
Governo Lula se reúne com representante do comércio dos EUA e fala em 'caráter injusto' de possível novo tarifaço
Foi o quinto encontro desde 7 de maio, quando Lula e Donald Trump decidiram estabelecer um grupo de trabalho dedicado ao diálogo comercial







