Presidente aproveita decisão dos asiáticos de declarar o país livre de febre aftosa para dar recado de que não vai ficar "chorando" se os americanos não quiserem comprar produtos brasileiros O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping na China — Foto: INGSHU WANG / POOL / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 12:38 Lula critica tarifas dos EUA e reforça laços com China em Goiás Em resposta ao aumento de tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o presidente Lula destacou a decisão da China de reconhecer o Brasil como livre de febre aftosa, fortalecendo laços com o país asiático. Em evento em Goiás, Lula criticou a postura americana e acusou Flavio Bolsonaro de incentivar interferência externa. A estratégia de Lula visa reforçar a imagem de defesa nacional e aumentar seu apoio político. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a decisão da China de reconhecer o Brasil como território livre de febre aftosa para mandar um recado para os EUA, que hoje anunciaram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Lula se aproveitou do que chamou de “sorte” o anúncio da China ocorrer no mesmo dia do novo Tarifaço americano e evidenciou que uma das estratégias de reação ao movimento de Donald Trump deve ser aprofundar a relação co — Como Deus escreve certo por linhas tortas, nada acontece de graça. O que aconteceu hoje para se contrapor a medida do Trump? A China aceitou que o Brasil está nacionalmente livre da febre aftosa, que a nossa carne está livre para o mercado chinês. Então veja, eu tenho muita sorte, eu não vou ficar chorando. Se você não quer comprar de mim por ficar com suas coisas, eu vou vender para outro — disse Lula, em evento em Catalão, Goiás. A aproximação com a China é, como mostrado em postagem anterior, uma das estratégias mapeadas como possível reação aos movimentos de Trump. O governo entende que a administração americana está agindo para interferir nas eleições em favor da candidatura de Flavio Bolsonaro, senador pelo PL e filho do ex-presidente. Flavio tentou se desvincular da medida americana, dizendo nessa manhã que pediu para que as empresas brasileiras não fossem tarifadas. Lula, porém, apontou que o adversário mente e chegou a xingá-lo de “imbecil” por pedir a interferência americana no Brasil, comparando-o a Joaquim Silvério dos Reis, que traiu Tiradentes. A postura defensiva de Flavio tem motivo. A estratégia de colocar a pecha de traidores da pátria no bolsonarismo e anunciar um programa de proteção às empresas funcionou no ano passado, no primeiro Tarifaço de Trump, fez o governo reverter a aprovação que estava em queda e melhorar a taxa de intenção de voto em Lula, que claramente repete o movimento e busca o mesmo resultado.
Lula pisca para China em reação ao novo Tarifaço dos EUA
Presidente aproveita decisão dos asiáticos de declarar o país livre de febre aftosa para dar recado de que não vai ficar "chorando" se os americanos não quiserem comprar produtos brasileiros
Lula aprofunda laços com China após reconhecimento de território livre de febre aftosa em resposta às tarifas US de 25%. Reshaping de supply chain via multipolaridade econômica impacta decisões de sourcing e infraestrutura para operações globais em tech.















