Gestão Trump aplicou tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula discursa no Instituto Federal Goiano, em Catalão (GO) — Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 18:21 EUA Tentam Bloquear China no Brasil com Tarifas e Restrições Durante as negociações sobre tarifas, o governo Lula percebeu que os EUA tentaram impedir a China de explorar minerais críticos no Brasil. Os EUA propuseram restrições a investimentos de "atores não orientados pelo mercado", implícita referência à China. A proposta americana, considerada "indigna", não avançou. Os EUA impuseram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, excluindo itens como suco de laranja e carne. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva considera que os Estados Unidos tentaram barrar a China de explorar minerais críticos no Brasil dentro do processo de negociação do tarifaço. Negociadores do governo relatam que em uma das reuniões os Estados Unidos mencionaram que a exploração dessa riqueza deveria ser negada "a atores não sejam orientados pelo mercado e entidades estrangeiras de preocupação", auxiliares de Lula entenderam os norte-americanos estavam se referindo da China, maior rival geopolítica e comercial dos EUA, embora o país não tenha sido citado nominalmente. O ministro da Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, tratou do pedido dos EUA em coletiva de imprensa na quinta-feira. — Em uma das rodadas de negociação, o que foi solicitado foi que nós fizéssemos medida que pudessem limitar investimentos por atores não orientados pelo mercado e entidades estrangeiras, a exemplo do que eles fizeram com outros países, como por exemplo com o Reino Unido, com a Austrália, os Estados Unidos fecharam acordo nesse sentido com essa com esse enunciado — afirmou. A Casa Branca busca acordo com o Brasil para explorar minerais críticos em território brasileiro. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o Brasil tem cerca de 21 milhões de toneladas de reservas de elementos de terras-raras (ETR), a segunda maior do mundo. — Isso chegou a não ser apresentado formalmente e obviamente não aceitamos e não aceitaremos porque terras raras, minerais críticos pertencem ao povo brasileiro e a soberania do povo brasileiro. E eles são justamente estratégicos porque desafiam o futuro, a modernidade. E nós não seremos aqui ao que é conveniente a coniventes por nenhum político, política de ocasião — disse Márcio Elias Rosa. Além do pedido sobre minerais críticos, para passar a considerar uma redução de tarifas, os EUA exigiram tarifa zero para bens industriais, máquinas e equipamentos, indústria química, setor espacial e automobilismo, além de zerar tarifa do etanol e não regulamentar plataformas digitais, de acordo com negociadores. A proposta americana foi considerada "indigna" pelo governo brasileiro e o acordo não avançou em cinco reuniões de alto nível entre ministros de Lula e auxiliares de Donald Trump. O governo passará a consultar setores afetados, como máquinas e equipamentos, móveis e calçados, para a partir daí definir a estratégia para tentar desmontar o tarifaço, como fez no segundo semestre do ano passado, na primeira onda de sanções econômicas dos EUA. As tarifas passam a valer a partir do dia 22. Nesse momento, no entanto, a avaliação do governo é de que o cenário de 2025 tem menos chances de se reproduzir devido à proximidade com as eleições. Para auxiliares de Lula, o EUA não só vai deixar o processo em banho-maria como vai torná-lo mais difícil após o anúncio do tarifaço. Para o Planalto, os EUA irão protelar a negociação do tarifaço para esperar o resultado das eleições presidenciais brasileiras em outubro. A avaliação é de que a gestão de Donald Trump esperará o fechamento das urnas para ver se o candidato que vencer a disputa aceitará negociar as tarifas nos termos norte-americanos. Na quinta-feira, os Estados Unidos anunciaram a decisão de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A taxação dos EUA deixará de fora uma série de itens como laranja, suco de laranja, carne, café, petróleo e gás, além de peças e componentes aeroespaciais. A decisão foi tomada após a investigação da Seção 301 pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês). A investigação tratava de acusações sobre supostas práticas desleais de comércio e apurava se ações do Brasil, como o uso do Pix, o desmatamento ilegal e a dificuldade dos EUA em ter acesso ao mercado de etanol brasileiro, prejudicariam as empresas americanas.
Governo Lula viu EUA tentando barrar China de explorar minerais críticos no Brasil durante negociações de tarifaço
Gestão Trump aplicou tarifas de 25% sobre parte dos produtos brasileiros
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