Nova alíquota de 12,5% anunciada ontem substitui taxa global de 10% que expirou em 24 de julho. Segundo Trump, Xi Jinping visitará Washington em 24 de setembro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Donald Trump passa em revista uma guarda de honra ao lado do presidente chinês, Xi Jinping, durante uma cerimônia de boas-vindas em Pequim, em maio do ano passado. — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 08:28 EUA aumentam tarifa sobre China, mas Pequim evita retaliação imediata A nova tarifa de 12,5% imposta por Trump à China substitui a global de 10% e pode impactar as relações comerciais, mas Pequim deve evitar retaliações antes da visita de Xi aos EUA em setembro. A medida eleva a tarifa efetiva para 22,2%, mas analistas acreditam que o impacto na economia chinesa será mínimo. As tensões entre as duas potências diminuíram, com esforços para estabilizar relações e aprofundar laços comerciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As novas tarifas de 12,5% impostas por Donald Trump à China podem irritar Pequim sem provocar uma retaliação, mesmo com o presidente dos Estados Unidos reconstruindo uma barreira protecionista depois que a Suprema Corte derrubou suas taxas iniciais. As tarifas, anunciadas pelo governo Trump nesta quinta-feira, estão em linha com os níveis propostos no mês passado para 60 parceiros comerciais, sob a justificativa de que os esforços dos países para combater o trabalho forçado seriam insuficientes. A mudança mais recente significa que a China enfrentará uma tarifa efetiva de 22,2% nos Estados Unidos, 1,4 ponto percentual acima do patamar do regime anterior, segundo a Bloomberg Economics. A instituição estima que a carga tarifária da China em relação a outros parceiros comerciais subirá ligeiramente, ficando 11,5 pontos percentuais acima da média global. As novas alíquotas substituem tarifas globais de 10% que expiraram nesta sexta-feira. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reiterou que o país se opõe a todas as formas de tarifas unilaterais. Durante uma entrevista coletiva regular nesta sexta, em Pequim, Lin não respondeu diretamente ao ser questionado sobre a possibilidade de a China adotar contramedidas. — Pequim certamente expressará sua oposição às tarifas — disse Tianchen Xu, analista sênior de China da Economist Intelligence Unit. — Mas não espere uma retaliação significativa desta vez. As tensões entre as duas maiores economias do mundo estão diminuindo, em grande parte graças a uma trégua na disputa tarifária que, em determinado momento do ano passado, levou as tarifas americanas a chegarem a 145%. O acordo de um ano — anunciado na cúpula entre Trump e o presidente Xi Jinping, na Coreia do Sul, e com validade até novembro, a menos que seja prorrogado — levou à suspensão de algumas tarifas, restrições às terras raras e investigações sobre os estaleiros chineses. Nos termos de um acordo firmado na Malásia em outubro do ano passado, a tarifa efetiva sobre as importações chinesas pelos Estados Unidos chegou a cerca de 30% e depois foi reduzida, após algumas taxas serem derrubadas pela Suprema Corte. Em maio, a China sinalizou que aceitaria algum aumento das tarifas americanas até o nível negociado no ano passado e que continuaria as conversas para estender a trégua comercial. Washington e Pequim vêm tentando estabilizar ainda mais as relações após uma cúpula entre os líderes realizada em maio, em Pequim. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou na quarta-feira que os dois lados avançam para a criação de conselhos de investimentos e comércio, com o objetivo de aprofundar as relações entre as duas maiores economias do mundo antes da esperada visita de Xi aos Estados Unidos, em setembro. Trump afirmou no início deste mês que espera que Xi viaje a Washington por volta de 24 de setembro, data que coincide com a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Rubio disse esperar que Xi “tenha uma visita muito positiva quando vier a Washington”. O que diz a Bloomberg Economics... — A mudança do governo dos Estados Unidos para um novo regime tarifário terá impacto mínimo sobre as tarifas aplicadas à China. Para a máquina exportadora chinesa, qualquer efeito será difícil de perceber. Para o crescimento, o cenário não mudou — apontam os analistas Chang Shu e David Qu. Outro conjunto de investigações conduzidas por Washington inclui uma análise do excesso de capacidade de produção dos parceiros comerciais dos Estados Unidos. Não está claro quando as conclusões dessa investigação serão divulgadas nem se eventuais tarifas resultantes dela seriam somadas às propostas no âmbito da apuração sobre trabalho forçado. — Os Estados Unidos acabarão impondo mais tarifas ao mundo, inclusive à China — disse Xu. Mas, segundo ele, é improvável que Washington tenha a China como alvo isolado e o país deverá manter a tarifa total abaixo de 32%, nível que Pequim indicou como limite em negociações comerciais anteriores. Embora as tensões entre Estados Unidos e China tenham diminuído, os dois países ainda precisam lidar com restrições tecnológicas, sanções e outros obstáculos que permanecem em vigor. A participação dos Estados Unidos no total das exportações chinesas atingiu uma mínima histórica próxima de 9%, cerca da metade do pico registrado entre 2017 e 2018. O governo Trump também vem manifestando preocupação com o cumprimento da trégua tarifária pela China. O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou recentemente que o cumprimento dos compromissos de Pequim em relação às terras raras “não foi perfeito”. As exportações chinesas de ímãs de terras raras para os Estados Unidos continuam muito abaixo dos níveis anteriores à guerra comercial, apesar do acordo. Dados alfandegários do primeiro semestre mostram que os embarques ficaram cerca de 20% abaixo da média registrada entre 2022 e 2024.
China é país mais taxado, mas deve ignorar novas tarifas de Trump antes da viagem de Xi aos EUA
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