Governo do país também avalia retaliação direcionada após os EUA aplicarem taxa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em exportações canadenses anuais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney — Foto: DAVE CHAN/AFP O governo do Canadá anunciará nesta terça-feira uma série de medidas para "proteger e apoiar" trabalhadores e empresas do país em resposta às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos, que passaram a incidir no sábado sobre cerca de US$ 20 bilhões em exportações canadenses anuais. O ministro das Finanças, François-Philippe Champagne; a ministra da Indústria, Mélanie Joly; a ministra do Trabalho, Patty Hajdu; e Evan Solomon, ministro da Inteligência Artificial, concederão uma entrevista coletiva às 11h, no horário de Ottawa, para apresentar as medidas, informou o Ministério das Finanças na segunda-feira. As ações internas incluirão a ampliação dos benefícios pagos aos desempregados, segundo fontes. O governo também oferecerá empréstimos a empresas afetadas pelas tarifas, afirmou uma das fontes, em um modelo semelhante aos programas de apoio econômico adotados durante a pandemia de Covid-19. A iniciativa está sendo chamada de “Agenda de Uma Só Economia Canadense”, acrescentou a pessoa. No sábado, o primeiro-ministro Mark Carney afirmou que o Canadá retaliaria com contra tarifas “dólar por dólar” em áreas como aço, laticínios, eletrodomésticos, equipamentos agrícolas, celulose e papel e produtos eletrônicos. A promessa já levou o presidente Donald Trump a ameaçar ampliar a escalada, com o aumento das tarifas sobre veículos e autopeças canadenses. Carney, no entanto, adotou um tom um pouco mais moderado durante uma entrevista coletiva na segunda-feira. — A economia americana é muito, muito maior, pelo menos por enquanto, do que a economia canadense — afirmou em francês, de acordo com uma tradução simultânea. — Por causa disso, será difícil responder dólar por dólar, sempre será difícil adotar uma retaliação dólar por dólar. Por isso, podemos seguir por um caminho mais direcionado — disse, antes de acrescentar que “tudo está sobre a mesa”. O gabinete de Carney não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.