Representantes dos dois dois países seguem reunidos em Washington, em busca de solução para evitar taxas que a Casa Branca sinalizou para este sábado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, fala com a imprensa após visitar a fabricante de autopeças Martinrea Industries em Woodbridge, Ontário, Canadá, em 5 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Carlos Osorio Negociadores dos EUA e do Canadá estão reunidos pelo terceiro dia em Washington para tentar concluir um acordo comercial antes que as tarifas indicadas pela Casa Branca entrem em vigor, neste sábado. Eventual entendimento pode significar uma trégua em 18 meses de tensas relações comerciais entre os dois países. O presidente americano, Donald Trump, disse que iria impor uma nova tarifa, de 50%, incidente sobre US$ 20 bilhões em bens produzidos no Canadá a partir do primeiro minuto deste sábado se um acordo não for alcançado. O ministro de Comércio do Canadá, Dominic LeBlanc, tem nova reunião hoje com o representante de Comércio dos EUA (USTR), Jamieson Greer, após uma rodada de negociação de mais de três horas no dia anterior, em que ambos os lados afirmaram estar muito próximos de um entendimento. Mesmo que um acordo seja alcançado, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, pode encontrar dificuldades para convencer os cidadãos canadenses e os influentes premiês das 10 províncias do país. Uma pesquisa recente, divulgada na quarta-feira, mostrou que 56% dos canadenses não desejam que Carney faça concessões adicionais aos Estados Unidos. Fontes ouvidas pela Reuters dizem que o acordo tende a resultar em corte, de 25% para 15%, na tarifa máxima cobrada nos EUA de veículos produzidos no Canadá, e reduzir pela metade as tarifas sobre o aço e o alumínio canadense, para 25%. A província de Ontário, grande produtora de aço e alumínio, tem interesse no entendimento. Cerca de 70% das exportações totais do Canadá vão para os EUA, o que torna o país extremamente exposto à guerra comercial movida pela Casa Branca.