Há pessoas que morrem porque correm, ou melhor, porque, muitas vezes cardiopatas, não resistem a certo esforço físico. Em menos de um mês, dois homens, amadores de 46 e 50 anos, morreram durante o cascalho ou logo depois dele, em São Paulo.
A repercussão disso foi imediata, tal qual é, digamos, a de qualquer tragédia aérea. Por outro lado, não é costume noticiar que todos os cerca de 150 mil voos comerciais diários do mundo foram concluídos sem acidentes e sem vítimas fatais.
Dito isso, há aqueles que correm para NÃO morrer. Caso fossem obrigados a parar de correr talvez morressem de depressão, de complicações derivadas do sedentarismo ou simplesmente de tédio.
Caso de Francisco Lima, 93 anos, que no último dia 9 completou em 5:34:52 a maratona de Uberaba e que, como disse à coluna, tem provas em setembro no ABC e em São José dos Campos.
Depois, em novembro, há talvez as maratonas de Brasília e Curitiba e uma prova no Maranhão. Sua meta é chegar a 200 competições até o aniversário de 94 anos, em maio. Está a 26 corridas disso —o dobro exato da quantidade de maratonas concluídas por este colunista.






