Alguns países se alinharam a Washington e cumprem de bom grado as exigências dos Estados Unidos. Outros enfrentam sanções e até mesmo bombardeios para se adequar à cartilha da Casa Branca. Mas uma coisa quase toda a América Latina faz igual: aceita e opera, em menor ou maior grau, a agenda de Donald Trump para a região.

Desde que voltou ao poder, no início de 2025, o republicano tornou a América Latina prioridade nas relações internacionais. Ele o fez com diferentes estratégias: pressão econômica contra adversários, pacote de ajuda financeira a aliados e até mesmo ameaça de ataques —o que se concretizou em janeiro deste ano na Venezuela, a primeira ação militar direta dos EUA na América do Sul.

Se as intenções do presidente americano não estavam claras antes, ficaram com a publicação da Estratégia de Segurança Nacional, no último novembro.

"Após anos de negligência, os EUA reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental", afirmou a Casa Branca no documento, citando a política do século 19 que guiou a agenda internacional de Washington pela maior parte do tempo desde então e que se resume com a frase "América para os americanos".