O El Niño, fenômeno de aquecimento atípico das águas do oceano Pacífico, tem embaralhado padrões de clima e elevado temperaturas em todo o globo desde junho –e algumas empresas do Ibovespa começaram a antever quais poderão ser suas principais vulnerabilidades aos eventos climáticos. Outras, porém, enxergam oportunidades para suas operações.
De acordo com levantamento feito pela Folha com as 76 companhias listadas no principal índice da Bolsa, a expectativa para o primeiro grupo é que o super El Niño traga riscos de crédito e calotes no setor rural, aumente sinistralidades, quebre safras agrícolas e crie gastos adicionais com logística. Os dados levam em conta o conteúdo das teleconferências de resultados do segundo trimestre deste ano.
Para o outro grupo, o calor pode ser um trunfo de vendas. Empresas como Magazine Luiza e Assaí analisaram como os termômetros nas alturas podem influenciar o comportamento do consumidor e catalisar vendas de segmentos específicos.
"O calor faz muita diferença para nós. A linha de ar-condicionado e ventilação vende muito e mexe muito o ponteiro, assim como a categoria de refrigeração, que é a que vende mais na companhia. No calor, vendemos muito", afirmou Fabrício Garcia, vice-presidente de operações da Magazine Luiza, na teleconferência do início do mês.








