O capital estrangeiro entrou com força no Brasil nos primeiros meses do ano. Depois perdeu fôlego e, agora, parte desses fluxos voltou a sair.

Não há contradição nisso, pois o Brasil ficou mais atraente numa nova geografia dos fluxos internacionais, que está sendo redesenhada num mundo estruturalmente mais volátil.

Por mais de uma década, investidores globais concentraram recursos nos Estados Unidos, por conta do seu crescimento forte, mercados profundos, tecnologia muito rentável e o dólar como moeda de reserva. O capital atraía capital.

Algo mudou. Preços de ativos já muito elevados, a incerteza comercial e geopolítica e a busca por diversificação levaram investidores a olhar de novo para outros mercados, especialmente os emergentes. E, para esses mercados menos profundos, pequenas realocações de carteiras gigantescas pesam muito.

O Brasil sentiu os efeitos dessa mudança, embora os diferentes tipos de fluxos contem histórias distintas.