Tanto o filho mais velho do Bolsonaro quanto o filho mais velho do Lula têm contra si acusações sérias. Mas os escândalos envolvendo os dois são de tamanhos muito diferentes. E só um dos dois, felizmente, é candidato a presidente.
Lulinha é acusado de ter se associado à lobista Roberta Luchsinger para conseguir que o Ministério da Saúde comprasse remédios à base de canabidiol sem licitação. O negócio não foi fechado porque o lobista chefe de Roberta foi pego antes no escândalo do INSS.
Segundo as notícias, a lobista enviou uma minuta de contrato ao chefe de gabinete de Lula, com o valor de R$ 626 milhões por 1,2 milhões de frascos (dá R$ 521,67 por frasco). Se o canabidiol for um remédio desnecessário (não tenho ideia se é ou não, não sou médico), o desvio total seria esse. Se é um remédio útil que teria sido superfaturado, o desvio seria o valor (certamente menor) do superfaturamento.
Tentei calcular esse valor, mas o contrato ainda não foi divulgado. Sem ele, não sabemos qual é a concentração do canabidiol ou o volume de cada frasco, e fica difícil comparar os preços com os do mercado.
Quem tiver acesso ao contrato pode estimar o superfaturamento utilizando os preços listados no site Fitocanabica.com.br e o desconto padrão do SUS para compras em grande escala. Não sabemos quanto do valor superfaturado teria ido para Lulinha, Roberta ou outros participantes do esquema.













