"Tem muita gravação em vídeo, por ser um candidato digital eu preciso gravar muito", disse Renan Santos, candidato à Presidência da República pelo Missão, ao comentar sua agenda para a primeira semana de campanha na última segunda-feira (17).

Dependente das redes sociais para manter a relevância de uma campanha sem tempo de TV ou fatia do fundo eleitoral, o líder do MBL (Movimento Brasil Livre) terá no primeiro debate de presidenciáveis, neste domingo (23), oportunidade de falar com um público diferente do que assiste aos seus vídeos nas redes.

Segundo pessoas próximas que integram a campanha, ele pretende se descolar da inevitável comparação com Pablo Marçal (PRTB), conhecido por também ter levado estratégias de influenciador digital para a disputa eleitoral em 2024, quando concorreu à Prefeitura de São Paulo.

Segundo esses aliados, em sua primeira participação em um debate entre presidenciáveis, marcado para a noite deste domingo, na Band, Renan terá como estratégia dar ênfase ao plano de governo para se distanciar do modus operandi digital baseado em polêmicas como motor de engajamento e popularidade.

A avaliação interna é que o debate de propostas é o melhor caminho para individualizar a campanha de Renan fora do ambiente digital, onde já mobiliza 2,4 milhões de seguidores no Instagram e 1,1 milhão no TikTok. É também o candidato que mais arrecadou dinheiro via financiamento coletivo destas eleições, R$ 1,2 milhão doados por cerca de 20 mil apoiadores.