20/08/2026 03h30 Atualizado há 32 minutos
Registrado como candidato na disputa pelo Palácio do Planalto mesmo estando inelegível, o ex-coach Pablo Marçal (PRTB) tem feito ataques a Renan Santos, presidenciável do Missão, e ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT) na largada da campanha. O movimento é visto por adversários como uma estratégia para beneficiar indiretamente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que recebeu no início do ano uma promessa de apoio de Marçal e tem sido poupado das críticas do ex-coach.
Enquanto os oponentes estiveram nas ruas e participaram de eventos com apoiadores, o ex-coach apostou em aparições em ao menos cinco podcasts e outros programas nos primeiros quatro dias de campanha. Uma das entrevistas, ao Brasil Paralelo, rendeu 15 cortes publicados no perfil principal do empresário no Instagram, que, somados, geraram quase 26 milhões de visualizações nas redes sociais até a noite de quarta-feira.
O candidato do PRTB também teve o maior ganho de seguidores na rede social desde sábado entre os presidenciáveis (133,4 mil), superando inclusive Renan Santos (78,9 mil) e Lula (95 mil), de acordo com dados levantados pelo GLOBO a partir da plataforma Social Blade.
Nos conteúdos, Marçal foca a artilharia em Renan, que passa a disputar com ele discurso “antissistema”. Em entrevista ao podcast Inteligência Ltda. nesta semana, o ex-coach descreveu o adversário como um “cara disfuncional para a sociedade”, criticando-o por não ter filhos nem ser casado aos 40 anos.











