Antônio Carlos Camilo Antunes está preso preventivamente sob suspeita de comandar fraudes de bilhões em aposentadorias e pensões na Previdência Social. É também investigado por presumido tráfico de influência na busca de contratos comerciais para venda de produtos e serviços na máquina estatal.
Interesses, ao que diz a Polícia Federal, ampliados para além do setor que lhe conferiu o apelido de Careca do INSS. Para auxiliá-lo, contratou consultoria de Roberta Luchsinger, amiga e autodeclarada sócia de Fábio Luís da Silva, filho do presidente da República, em nome de quem se apresentava.
"Eles sabem o que sou. Eu sou o Fábio", escreveu ela num dos registros de conversa ao telefone, conforme material apreendido pela PF, que traz mais detalhes sobre a alegada representação. Papel que lhe conferia licença para enviar ao chefe do gabinete presidencial esboço de pretendido contrato com o Ministério da Saúde, quando o trâmite oficial seria o encaminhamento à pasta.
O destinatário, Marco Aurélio Ribeiro, em meio às tratativas comerciais, teve despesas pagas por Roberta: fatura de cartão de crédito, financiamento de automóvel, compra de joias e uma obra de arte. Nada que se enquadre no socorro a um amigo em aperto financeiro ocasional.














